segunda-feira, 11 de julho de 2011

Alan García inaugura 1ª linha do metrô iniciada há 25 anos no Peru

11/07/2011 - Terra


O presidente Alan García inaugura junto com ministros parte da linha 1 do metrô de Lima

O presidente do Peru, Alan García, inaugurou nesta segunda-feira parte da linha 1 do metrô de Lima, um projeto iniciado em seu mandato há 25 anos e cuja finalização, pelo menos parcialmente, é fruto de um empenho pessoal.

Durante a inauguração, na qual o líder estava acompanhado por ministros e prefeitos de diferentes bairros de Lima, García afirmou que esta obra procura beneficiar o povo peruano e criticou os políticos que permitiram que o projeto caísse no esquecimento.

A finalização da linha 1 do metrô de Lima, cujos primeiros quilômetros foram inaugurados ainda inacabados no final dos anos 1980 pelo próprio García, enfrenta críticas diversas, desde seu elevado custo até a divisão de vários bairros do sul de Lima.

A origem do projeto se encontra, segundo afirmou à Agência Efe o urbanista Gustavo Riofrío, na campanha pela Prefeitura de Lima de 1986, na qual o anúncio realizado por Alan García teve um papel fundamental para que seu companheiro de partido Jorge del Castillo fosse eleito.

No entanto, o projeto da linha de 21,5 quilômetros ficou reduzido a sete quando, durante a crise que o país sofreu nos últimos anos do governo de García, com uma inflação que em 1989 alcançou os 2.775%, se somaram denúncias de corrupção.

Diante da intenção de García de retomar seu projeto inacabado, foram realizados estudos de demanda que mostraram que os 300 mil usuários diários que tornariam sua operação rentável não estavam garantidos, o que dificultou o trabalho do governo para encontrar empresas dispostas a assumir a construção e exploração do metrô.

Finalmente foram escolhidas a brasileira Odebrecht e a peruana Graña y Montero, algo que só foi possível com o compromisso do Estado de assumir parte da despesa da nova infraestrutura e a criação de um fundo de garantia.

Outro ponto criticado do projeto é que, após a inauguração, só operarão cinco trens de seis vagões, que foram comprados nos anos 1980 e que desde então ocasionalmente rodavam vazios, como "trens fantasmas", para evitar a deterioração de suas peças.

O compromisso das empresas concessionárias é disponibilizar 19 novos trens, que começarão a chegar, de forma progressiva, a partir do final de 2012.

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