quarta-feira, 30 de junho de 2010

Metro em Bogotá será uma realidade em 2011

30/06/2010 - Carris Portugal



O governo colombiano vai assinar no próximo dia 19 de Julho o documento do Conselho Nacional de Política Económica e Social, o Conpes, que garante o financiamento para a construção do metro, em Bogotá. A primeira linha do metro começará a ser construída em 2011, noticia o jornal espanhol El Mundo.

Depois de algumas contradições e obstáculos, a assinatura do Conpes confirma, assim, que o metro será um projecto fiável para a mobilidade sustentável na cidade de Bogotá. Segundo o El Mundo, o projecto será financiado em 70% pelo governo, sendo os restantes 30% aplicados pela administração distrital.
“Este é um acontecimento transcendental para a história da cidade que finalmente irá ter um metro. Queremos que os habitantes passem a utilizar cada vez mais o transporte público como aconteceu com o Transmilenio”, afirmou o presidente do município de Bogotá, Samuel Moreno Roja.
O responsável acrescentou ainda que o “governo colombiano cumpriu o seu compromisso e a sua palavra ao anunciar que irá assinar o documento Conpes sobre a construção do metro de Bogotá. Além disso, os estudos para a implementação deste sistema de transporte na capital do país foram realizados com responsabilidade e seriedade".
Tudo aponta para que, em Dezembro de 2011, se inicie a construção da primeira linha do metro, que irá melhorar a mobilidade sustentável na cidade. A primeira linha do metro contará com 40 comboios, destes só 36 irão estar a funcionar, já que quatro ficarão de reserva. Cada comboio terá 2,80 metros de largura e sete carruagens.
Para além da construção do metro, o governo colombiano prevê ainda melhorar a oferta do serviço prestado pelo sistema Bus Rapid Transit Transmilenio, nomeadamente através do incremento da articulação da rede e das estações que serão aumentadas.
Recorde-se que, no que toca à mobilidade sustentável, a capital colombiana tem uma grande vantagem em relação às cidades europeias: apenas 13% da população possui carro. A bicicleta é um dos meios de transporte mais utilizados pelos seus habitantes, que uma vez por semana podem ter 70 quilómetros de vias públicas só para si: elas são encerradas ao trânsito automóvel.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Suíça faz opção legal pelas ferrovias


29/06/2010 - Valor Econômico

A Suíça é provavelmente o único país do mundo onde a Constituição determina que o sistema ferroviário tenha prioridade absoluta no transporte de cargas. No artigo 84 da Carta há ainda a proibição expressa de aumento da capacidade das rodovias nas regiões dos Alpes, que abarcam dois terços do território suíço.

Os suíços são conhecidos mundialmente pelos seus chocolates e pela precisão dos relógios que fabricam, mas pouco lembrados por serem o povo que mais anda de trem no mundo e mais faz referendos. Na média, cada cidadão viaja 2.103 km sobre trilhos por ano, bem mais até mesmo que os japoneses em seus fantásticos trens-bala (média de 1.976 km). A distância percorrida per capita é mais relevante já o país não tem dimensões continentais, como EUA e Brasil, mas só 41.285 km2 de área, o equivalente pouco mais de um sexto dos 248 mil km2 do território do Estado de São Paulo.

A primazia do transporte ferroviário, porém, está longe de ser idiossincrasia. Com topografia acidentada e pouco espaço, a Suíça é cortada por um dos corredores de tráfego de mercadorias mais movimentados da Europa, o que liga Roterdã, na Holanda, a Gênova, na Itália. No ano 2000, 1,4 milhão de caminhões de carga cruzaram os Alpes suíços, um pesadelo ecológico com potencial para destruir o ambiente, e a paz, dos bucólicos povoados do país. Em três referendos na década de 90 - 1992, 1994 e 1998 - foram mudadas as prioridades em favor das ferrovias e dado um basta na expansão das rodovias nos Alpes. Em 2001, foi instituída uma taxa sobre caminhões pesados para sustentar a expansão do sistema ferroviário de cargas e passageiros, e com ela criado um fundo de transportes públicos. Esse fundo foi complementado por aumento de 0,1% do IVA (imposto sobre valor agregado) e pelo imposto sobre combustíveis, que destina a ele 25% de suas receitas.

A taxa sobre os caminhões pesados enfureceu os sindicatos de caminhoneiros locais e estrangeiros. A média ponderada da tarifa, que leva em conta a distância percorrida, o peso do veículo e o grau de poluição, é hoje de € 202. A tarifa máxima é de € 238. Esse imposto desencorajador já financiou dois terços dos € 20 bilhões aplicados no sistema de transportes até agora. A Suíça, que não faz parte da União Europeia, teve de entrar em acordo com seus vizinhos e ofereceu algumas contrapartidas, como a permissão para circulação de caminhões maiores, de até 40 toneladas (antes apenas veículos com até 3,5 toneladas eram permitidos).

Para que as empresas não perdessem competitividade ao serem estimuladas a usar um transporte mais caro, o governo suíço subsidia parte da diferença entre o preço de ambas. As subvenções consomem € 200 milhões por ano, estima Juan Alberto Salomon, um engenheiro civil argentino especializado em gerenciamento de grandes obras no Escritório Federal de Transportes.

Os suíços detestam improvisar - seus vizinhos dizem que eles são incapazes até de conjugar o verbo. As mudanças no sistema de transporte consumiram anos de discussão e a criação do fundo, pelo menos oito anos. Ao decidir colocar boa parte do futuro sobre trilhos, o país teve de encarar opções caras e enormes desafios tecnológicos - fazer longos túneis perfurando as rochas dos Alpes é o maior deles. A Suíça tem conseguido vencê-los. No dia 1º de junho estavam concluídas 96,2% das escavações do maior túnel do mundo, o de São Gotardo, que liga Erstfeld a Bodio, no sudeste do país, com 57 km de extensão. Ele suplanta o túnel de Seikan, com 54 km, que liga as cidades japonesas de Hokaido e Honshu, e é 7 km maior que o Eurotúnel, entre França e Inglaterra.

São Gotardo, iniciado em 1998, entrará em operação em 2017, após consumir € 7,5 bilhões. Ele é uma peça-chave para que o planejamento do transporte de cargas por trilhos para 2020 tenha êxito. Pelo túnel gigante deverão passar 8 milhões de passageiros e 40 milhões de toneladas de mercadorias por ano. As rotas transalpinas são compostas ainda por um túnel 34,6 km a leste, o de Lötschberg, concluido em 2007, entre Frutigen e Raron, e outro ao sul, de 15,4 km, entre Vigana e Vezia, que deverá ficar pronto em 2019.

O túnel de Lötschberg dá uma ideia das vantagens que se buscam com essas notáveis e dispendiosas obras de engenharia. Foi possível encurtar a frequência dos trens para 3 minutos, elevar a velocidade dos trens de carga de 100 km por hora para 160 km por hora e a dos trens de passageiros, de 200 km para 250 km por hora. Com dois anos de operação, a taxa de ocupação superou as previsões e atingiu 77%. Uma viagem de Berna a Milão, na Itália, foi reduzida em 38 minutos. Com São Gotardo, que também ligará a rede suíça à rede de trens de alta velocidade europeia, ir de Zurique a Milão consumirá 2 horas e 40 minutos, uma hora a menos do que hoje, com ganhos de velocidade no transporte de cargas e pessoas semelhantes aos de Lötschberg.

Mais trens com maior velocidade a intervalos de tempo menores levarão também ao cumprimento da meta principal, que é reduzir o número de caminhões de carga rodando nos Alpes dos 1,1 milhão atuais para 650 mil em 2020. Isso é vital na contabilidade abrangente dos custos do maior túnel do mundo. "O retorno do investimento tem de ser encarado com uma abordagem global, e não apenas da obra isoladamente", avalia Salomon. "O investimento não se pagará só com tarifas, que cobrirão um pouco mais que os custos operacionais. Se as ferrovias não avançassem, haveria 500 mil caminhões a mais circulando nos Alpes, custo que tem de ser levado em conta em todos os aspectos, econômicos, ambientais etc".

Os números vão na direção do argumento. Entre 2000 e 2008, o número de caminhões pesados trafegando nos Alpes diminuiu em 130 mil, de 1,4 milhão para 1,27 milhão. Na ausência da taxa, subiria para 1,6 milhão. As ferrovias, por seu lado, aumentaram o volume de cargas no período em 25%, e já são responsáveis por 64% do transporte transalpino de mercadorias no lado suíço. Na França, esta proporção é de apenas 18,2% e, na Áustria, de 28,5%, segundo dados do Escritório Federal de Transportes da Suíça.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Inglaterra lança edital para a High Speed 1


24/06/2010 - Railway Technology

O governo britânico abriu concorrência para indicar o operador privado da primeira linha de alta velocidade do país,  High Speed 1. A ferrovia compreende os 108 km entre Londres e o túnel do Canal da Mancha. Atualmente a linha é utilizada pelos serviços Eurostar entre Londres e cidades da Europa, e para serviço doméstico entre Londres e Kent. O desempenho da HS 1 Ltd será regulamentado pelo Departamento de Regulação Ferroviária para proteger o interesse dos passageiros. A venda da concessão será administrada pelo governo britânico, pela cidade de Londres e pelas ferrovias continentais. 


Califórnia prepara o seu TAV


24/06/2010 - Bloomberg

A Califórnia está se preparando para  abrir uma licitação para um trem de alta velocidade entre Los  Angeles e São Francisco no final de 2011. O percurso será de 690 km, a ser coberto em duas horas e 40 minutos, segundo a agência Bloomberg. O estado receberá um empréstimo federal de US$ 2,3 bilhões para ajudar no projeto, dentro do programa de US$ 8 bilhões do governo Obama para apoio ao transporte ferroviário de passageiros. Os US$ 2,3 bilhões se somam a outros US$ 10 bilhões de títulos do Estado da Califórnia lançados em 2008 para custear o projeto. A expectativa é que a implantação comece no primeiro semestre de 2012 e que o trem entre em serviço em 2020.

Os trens de passageiros operados atualmente pela Amtrak não ligam diretamente Los Angeles a São Francisco. A viagem de trem entre Los Angeles e Oakland, na vizinhança de San Francisco, leva hoje cerca de 12 horas, o dobro do tempo da viagem por automóvel.

domingo, 13 de junho de 2010

Emirates encomenda 32 novos Airbus A380 por US$ 11.5 bilhões



A Emirates acaba de encomendar 32 novos Airbus A380 que se juntarão ao pedido anterior de 58 aeronaves deste modelo, completando desta forma uma das mais modernas frotas do mundo, com 90 aviões de grande porte, os maiores em transporte de passageiros em atividade. A nova compra alcançou o valor de US$ 11.5 bilhões, e o acordo foi firmado entre Sua Alteza, o Sheikh Ahmed Bin Saeed Al-Maktoum, Presidente e CEO da Emirates Airline e Grupo, e Tom Enders, Presidente e CEO da Airbus, em uma cerimônia promovida durante o Berlim Air Show, na presença de autoridades como a Chanceler alemã Angela Merkel.
Para o Sheikh Ahmed Bin Saeed Al- Maktoum, a adição das 90 aeronaves à frota da empresa reafirma sua estratégia de conquistar a liderança mundial no mercado de transporte aéreo de passageiros e de reforçar Dubai como centro da aviação mundial. “Nosso ultimo compromisso assegura a confiança da Emirates em seu crescimento progressivo, com a construção de uma frota destinada ao amanhã”, completa.
“A Emirates acompanhou e deu suporte ao lançamento do A380 desde seu início, em um projeto que empregou milhares dos melhores profissionais do ramos na Europa. A assinatura hoje para um novo pedido é o melhor endosso que poderíamos receber. Em nome de todos nós da Airbus, eu agradeço à Emirates por sua constante ajuda”, diz Tom Enders. Para ele, o A380 é um marco em aviação eco eficiente, gerando lucros para as companhias aéreas e uma ótima experiência de voo para os passageiros.
A Emirates, segunda companhia aérea em oferta de assentos ofertados por quilometros voados, está no caminho para se tornar uma das maiores empresas de aviação no planeta. A frota encomendada da Emirates é constituída por 48 Airbus 380s, 70 Airbus 350s, 18 Boeing 777-300s e 7 Boeings cargueiros, totalizando 143 aeronaves de grande porte, no valor de mais de US$ 48 bilhões. No período em que a indústria da aviação foi afetada pela crise econômica mundial, a Emirates Airline registrou seu 22º ano de lucro, com aumento de 416%, com ganho de US$ 964 milhões frente ao período fiscal de 2008/09, que registrou lucro de US$ 187 milhões.
Com a entrega do primeiro A380, em julho de 2008, até receber sua 10ª aeronave, em 7 de junho de 2010, a Emirates já atende a oito destinos internacionais com o super jumbo, que incluem Londres, Toronto, Paris, Jeddah, Bangkok, Seul, Sidney e Auckland. Em 1º de agosto um A380 atenderá a rota de Dubai a Pequim. No dia 1º de setembro, é a vez de Manchester receber o A380, assim como Nova York, que terá um avião deste modelo em 1º de outubro. A Emirates aguarda a chegada de novas aeronaves para expandir seus serviços a mais de 100 aeroportos em todo o mundo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Alstom apresenta design de mais um TAV


08/06/2010 - Railway Gazette
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O novo trem da Alstom não terá truques articulados, como acontece no AGV (foto). Foto: Divulgação

A Alstom revelou seu mais recente desenho para um novo Trem de Alta Velocidade ontem (8) no Expo Ferroviaria, que ocorre em Turim, na Itália. O design, que ainda não foi batizado, combina elementos de  produtos já existentes na empresa no setor de alta velocidade, como o AGV e o Pendolino.
A “plataforma” será oferecida inicialmente como uma resposta da fabricante francesa para a licitação de 50 trens que está sendo feita pela operadora italiana Trenitalia, cujo vencedor será anunciado no próximo mês. O novo trem da Alstom é altamente modular, do tipo single-deck, que realiza operações comerciais entre 220 km/h e 400 km/h.
A Trenitalia pretende colocar trens que corram a 360 km/h, para competir com a operadora privada rival NTV. Ao contrário do AGV, que possui tração articulada, o novo modelo da Alstom teria truques individuais em cada carro e motores assíncronos. Os trens para o mercado italiano seriam fabricados localmente, com acabamento na cidade de Savigliano, utilizando componentes de outras filias da Alstom no país.
Um trem de oito carros teria capacidade para 600 passageiros, dependendo da configuração interna. A Alstom afirma que devido à demanda de seus clientes, o rumo que se está tomando é para os trens single-deck, que fornecerão capacidade similar aos TGV Duplex, que são double-deck.
 A longo prazo, a Alstom pretende se focar nos mercados da China e Rússia com este novo TAV, que possui ar condicionado montado no teto dos carros, resultando em melhor desempenho em temperaturas extremas. Os outros modelos da empresa, como o AGV, o TGV Duplex e o Pendolino, ainda serão oferecidos nas licitações que a empresa concorrer.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Transporte público em Johanesburgo ainda reflete segregação racial



09/06/2010
O apartheid, regime de segregação racial vivido na África do Sul por quase 50 anos, foi extinto oficialmente em 1990. A separação entre negros e brancos, entretanto, ainda parece vigorar no transporte público de Johanesburgo.
Nas filas de ônibus ou trens da cidade, fica clara a separação dos cidadãos pela cor da pele. Ônibus e vans praticamente são de uso exclusivo dos negros. Nos táxis e na nova linha de trem que liga o centro de Johanesburgo ao aeroporto, só se vê brancos.
A diferença de preço dos transportes é a primeiro causa da segregação. A maioria negra e pobre do país paga por uma viagem de van, por exemplo, entre 3,50 rands - a moeda sul-africana - (R$ 0,60) e 22 rands (R$ 5,30), dependendo da distância percorrida. Enquanto isso, a minoria branca e rica paga 100 rands (R$ 25) por uma viagem única de trem até o aeroporto.
O valor da passagem, entretanto, não é o único fator da separação. Segundo a moradora branca de Johanesburgo, Georgia Zachos, a segregação entre negros e brancos no transporte público é tão consolidada na cultura da população que se tornou uma barreira quase intransponível. “Mesmo que eu queira pegar uma van, não consigo. Não conheço os sinais, nem falo a língua dos motoristas”, conta.
Em Johanesburgo, pegar uma van não é tarefa fácil. Uma linguagem de sinais indica os destinos de um dos meios de transporte públicos mais comuns na cidade. O dedo indicador apontado para cima significa sentido periferia, o indicador para baixo, sentido centro ou viagem curta.
A língua também é um entrave. De maioria negra, os motoristas geralmente não falam inglês, mas uma das outras dez línguas oficiais da África do Sul.
As dificuldades, porém, não são exclusividade dos brancos. Muitos negros de Johanesburgo não conseguem se locomover por áreas que antigamente eram reservadas aos brancos.
Mesmo motoristas profissionais, como o negro Abuti Kgarito, perdem-se com frequência por ruas de bairros nos quais, no passado, eram proibidos de transitar. “Na época do apartheid, eu não podia passar por aqui”, diz Kgarito, enquanto trafega por região nobre de Johanesburgo. “Por isso, as vezes, eu não consigo encontrar alguns endereços.”
No bairro de Soweto, de maioria negra, ele afirma que dirige com tranquilidade. Kgarito afirma que não se lembra de ter transportado em sua van algum branco à região.
Fonte: Agência Brasil

CAF testará ainda este ano o trem “Oaris”


08/06/2010 - Agencia Rieles / RF
A espanhola Construcción y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF) acredita que irá testar ainda este ano seu protótipo do Oaris, seu mais novo trem de altíssima velocidade, afirmou José María Baztarrika, presidente da empresa, na assembléia nacional de acionistas em Beasain, na Espanha. A CAF investiu mais de US$ 59,7 milhões para desenvolver um veículo que atinge os 350 km/h comerciais.
Em seu discurso aos acionistas, Baztarrika assinalou que o esforço do investimento tecnológico dado a este projeto resultará em um “futuro benéfico tanto para a CAF como a indústria ferroviária em geral”. No protótipo do trem de alta velocidade, o fabricante espanhol desenhou tanto os carros como a tração, que foi realizado pela sua subsidiária Trainlec. Até então, nas licitações nacionais e internacionais que a CAF venceu, seus trens foram equipados por outras empresas especializadas em tração.
A CAF terminou o ano fiscal de 2009 com uma carteira avaliada em US$ 5,17 bilhões, ou seja, 5,9% a mais que 2008. Para este ano, a empresa esperar aumentar seu número de contratos, “apesar das dificuldades para o investimento em infraestrutura e material rodante possam ter alguma espécie de economia”, afirmou Baztarrika.
Os objetivos para os próximos anos já estão marcados. Em sua memória anual de 2009, o grupo espanhol afirmou que experimentará aumentar “progressivamente” a capacidade de produção “para lidar com os pedidos em atraso”. Ainda, a empresa reforçará suas áreas industriais, tecnologia e organizacional “através de investimentos em ativos fixos”.
Em seus ideais empresariais, se encontram também o desenvolvimento de novos produtos e a implantação de sistemas avançados para a gestão integral de projetos. Fora isso, a empresa busca aumentar sua presença nos mercados ferroviários internacionais.
Os negócios de serviços aplicados no setor ferroviário, como concessões, aluguel e manutenção de trens, é outro ramo que a empresa pretende atuar com maior ênfase.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Projeto do TAV inglês custaria US$ 8,7 bi


02/06/2010 - Financial Times / RF

Uma nova malha ferroviária de alta velocidade que começaria a transformar a maneira de se viajar no Reino Unido nas próximas décadas custaria US$ 8,7 bilhões, através de um estudo aprovado pelo ministério britânico.
O documento coloca o preço da primeira fase, que seria o serviço entre Londres e Birmingham, no qual os trens correriam a 360 km/h, a menos da metade do preço estipulado para a segunda fase, entre US$ 23 bilhões a US$ 25,4 bilhões. Enquanto a nova coalizão do governo afirma que a criação da rede de alta velocidade é uma prioridade no país, o progresso pode ser prejudicado pelas escassas finanças públicas e a oposição dos proprietários de casas que ficam ao longo das rotas planejadas.
Mas o estudo – co-autorizado por um grupo que inclui membros-chave da Audit Comission, como Sir Andrew Foster e David Ross – sugere que o primeiro estágio pode ser construído por um preço muito mais barato, ao evitar centros de cidades, limitar o número de estações e criando uma fonte especial para financiar o projeto.
Mais da metade do custo da conexão ferroviária do Canal da Mancha, avaliados em US$ 845 milhões – o empreendimento ferroviário mais caro do mundo – foi causada pela extensa quantidade de túneis e outras engenharias envolvidas.
A nova documentação propõe não passar por Heathrow, ligando os aeroportos de Birmingham e Manchester com Old Oak Common a oeste de Londres, sem adentrar nas cidades propriamente.
Quanto a Old Oak Common, será feita uma conexão com Heathrow com o Crossrail – a rota de US$ 23,33 bilhões prevista para inaugurar em 2017 - e será a duas paradas de West End e sete paradas antes da cidade. Conectar o Aeroporto Internacional de Birmingham com uma linha de alta velocidade é do interesse do Partido Conservador para permitir que aeroportos regionais, como este mencionado, absorver crescimento aéreo.
O custo de uma infraestrutura ferroviária de alta velocidade no Reino Unido é três vezes maior do que projetos semelhantes realizados ao redor da Europa continental, muito disso devido aos produtos que precisam ser construídos de maneira personalizada, além do fato de que projetos de construção e infraestrutura encaram regulamentos e requerimentos restritos na fase de planejamento.
A construção do TAV inglês, pelas expectativas, poderia iniciar em 2015, com término previsto para 2027 na primeira fase. O traçado iria para consulta pública antes de ser enviado ao Parlamento.

Carregamento de carros eléctricos será gratuito até ao final de 2011




08.06.2010 - 12:18 Por Luís Villalobos, em Xangai 
Público - Lisboa

O carregamento de carros eléctricos será gratuito “durante os primeiros tempos” e, pelo menos, até ao final do ano que vem. A garantia foi dada ao PÚBLICO pelo administrador da EDP, Jorge Morais, empresa que é o principal accionista da sociedade gestora do Mobi.e, a rede de mobilidade eléctrica de Portugal.Embora este seja um sistema aberto, ao qual outras empresas de distribuição de electricidade poderão aderir, ao ser fundadora do projecto a EDP poderá aproveitar os primeiros meses de arranque para fidelizar clientes.

Cada condutor de um veículo eléctrico terá um cartão de carregamento (um pouco à semelhança do Multibanco), que informará o posto de carregamento qual é o seu fornecedor. Ao ser a primeira empresa a disponibilizar este tipo de cartões, e com a estratégia de gratuidade durante vários meses, a EDP poderá desde logo captar diversos utilizadores, que, em princípio, apenas mudarão para um futuro concorrente no abastecimento se o preço for mais convidativo.

No que respeita aos carregamentos dos veículos, o responsável pelo Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal (Gamep, ligado ao Governo), João Dias, afirmou ao PÚBLICO que os primeiros postos do sistema piloto serão inaugurados em Julho, em Lisboa (actualmente existem apenas protótipos).

Segundo este responsável, que, tal como Jorge Morais, foi um dos participantes do seminário sobre o Mobi.e realizado no pavilhão de Portugal na Expo de Xangai, o objectivo é ter, pelo menos, 320 locais de carregamento no terreno até ao final do ano.

A ideia é que exista uma rede mínima já disponível, pronta a ser utilizada, quando chegarem ao mercado português os primeiros veículos eléctricos, os Leaf da Nissan, que serão comercializados a partir de Dezembro. Até ao final do ano que vem, estima-se que o número de postos de carregamento chegue aos 3500.

O seminário sobre o Mobi.e, presidido pelo ministro da Economia, Vieira da Silva, contou ainda com a participação de Luís Lobo, da Novabase, e terá outra sessão amanhã. Na audiência estavam cerca de três dezenas de representantes de empresas e organismos chineses, entre as quais a Shanghai University of Electric Power, a Shanghai Automative Industry Corporation (SAIC) e a State Grid Shanghai Jiulong Electric Technology (que tem vindo a desenvolver projectos nesta área).

O jornalista viajou a convite da EDP

Gautrain ready for World Cup kick-off



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Tuesday, June 08, 2010

REVENUE operation has begun on South Africa's Gautrain Rapid Rail Link just three days before the Soccer World Cup kicks off in Johannesburg. The first section of the network to open is the 17km line between OR Tambo International Airport and Sandton in Johannesburg, which was officially inaugurated on June 5. The line has four stations with a journey time of 15 minutes between the airport and Sandton.

The remainder of the 80km standard-gauge network will be operational by mid-2011, with the opening of the 63km line from Johannesburg Park to Pretoria and Hatfield. The network is expected to carry around 100,000 passengers per day.

The Rand 25 billion ($US 3.4 billion) public-private partnership project is being delivered by the Bombela consortium, which is led by Bombardier, Bouygues, Murray & Roberts, Strategic Partners Group, and RATP Development. Bombela has 4.5-year concession to build the network and will maintain Gautrain for 15 years.

As well as providing a fast link between central Johannesburg and the city's main airport, Gautrain is intended to relieve chronic congestion on the Ben Schoeman highway between Johannesburg and Pretoria. The 40km journey between the two cities can currently take up to three hours by road.
gautrain-opens.jpg

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Rainha da Inglaterra reafirma planos do TAV



27/05/2010 - Railway Technology

A coalizão governamental inglesa assegurará a construção da rede ferroviária de alta velocidade no país como parte de seu programa para combater as emissões de gás carbônico.
Em um discurso para o Parlamento inglês, a rainha Elisabeth II disse que será introduzida uma cotação para a rede de alta velocidade. O governo estuda ainda a possibilidade de conectar esta rede com os trens Eurostar, que realizam o percurso entre Londres e França, passando pelo Canal da Mancha.
A nova rede também realizará conexões com os aeroportos ingleses, de acordo com o canal BBC.

AGV Italo iniciará operações em 2011



27/05/2010 - Railway Technology

O AGV Italo, fabricado pela Alstom, iniciará suas operações em 2011, correndo a 360 km/h comerciais. Foto: Divulgação

A operadora privada Nuovo Trasporto Viaggiatori (NTV) disse que seu trem de alta velocidade AGV, construído pela Alstom francesa, iniciará operação comercial na Itália a partir de setembro de 2011.
A nova frota consiste em 25 trens de 11 carros, os quais atingem 360 km/h comerciais, de acordo com a operadora, que comprou da Alstom os trens de 200 metros de comprimento. As máquinas estão sendo fabricadas tanto na França como na Itália.
O serviço da NTV pretende atingir nove cidades italianas e 12 estações. Alguns aparatos extras estarão inclusos nos novos trens, como internet wireless e televisão ao vivo.

Iraque construirá Metrô de Bagdá



27/05/2010 - Railway Technology

O Iraque construirá, por US$ 3 bilhões, um sistema de metrô para a cidade de Bagdá. O projeto prevê a construção da Linha 1, que irá de al-Mesbah ao centro da capital iraquiana.
A primeira linha terá 21 km de extensão, assim como 21 estações, antes de se dividir em uma linha menor. A Linha 2, com 18 km de extensão e 20 estações, sairá do norte de Bagdá, terminando no centro da cidade, de acordo com a Reuters.
O Iraque escolheu empresas como a inglesa WS Atkins (consultora), a americana Versar e outras seis empresas estrangeiras para realizar o projeto. O novo sistema de metrô auxiliará a descongestionar o tráfego da região.