terça-feira, 24 de agosto de 2010

Na China, um engarrafamento dura há 9 dias. Mas pode durar mais um mês

8/24/2010


A notícia de um engarrafamento que dura já há nove dias nos arredores de Pequim, na China,  tem sido publicada e partilhada nas últimas horas pelos sites e redes sociais portuguesas.
À notícia, já por si caricata, foi hoje acrescentado um novo detalhe. Segundo a insuspeita agência Reuters, o engarrafamento de 100 quilómetros poderá durar mais um mês.

De acordo com as autoridades chinesas, este mega-engarrafamento tem como pano de fundo as obras numa auto-estrada próxima de Pequim, obras essas que apenas terminarão no dia 13 de Setembro.
Jamil Anderlini, director-adjunto do Financial Times em Pequim, referiu à National Public Radio que este engarrafamento na auto-estrada que liga Pequim ao Tibete é um “sinal dos tempos que estão a chegar”

“Os outros efeitos secundários do incrível crescimento da economia chinesa, para além da poluição atmosférica,  são já conhecidos de todos os que visitam o País. Mas os engarrafamentos como este podem tornar-se muito mais comuns, à medida que os consumidores – naquele que é agora o maior mercado automóvel – compra mais de 10 milhões de veículos por ano”, explicou o responsável.

Segundo a Reuters, os condutores – sobretudo camionistas de longo curso – têm passado o tempo a conversar e jogar às cartas. “Apesar da China estar a gastar biliões de euros em infra-estruturas como estradas e caminhos-de-ferro, ainda está a lutar para conseguir acompanhar a crescente procura da sua economia [insaciável], por isso os engarrafamentos são normais”, explica a agência noticiosa.

Assim, o engarrafamento estará para durar. Veremos, dentro de pouco tempo, com que consequências para os respectivos condutores presos no trânsito – e para a própria população desta região.

domingo, 15 de agosto de 2010

O apê mais caro do mundo


Jornal do Commercio, Confidencial, 12/ago 

A cobertura mais luxuosa do condomínio One Hyde Park, em Londres, teria alcançado o preço de 140 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 389 milhões) em negociações com um interessado que não quer identificar-se, segundo a imprensa britânica. Se o valor for confirmado, superará os 115 milhões de libras alcançados em 2008 por um apartamento na praça St. James, também em Londres.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

iPod provoca 17 acidentes por dia no Reino Unido

8/9/2010
Carris - Lisboa

O número avançado pela Automobile Association [AA] britânica é impressionante: todos os dias há 17 acidentes de trânsito devido à utilização indevida do iPod e outros gadgets electrónicos, seja por automobilistas, ciclistas ou pedestres.

De acordo com a associação, citada pelo Daily Mail, o iPod torna-nos “zombies” quando estamos concentrados nele.

“Isto ocorre quando andamos no trânsito [e] não ouvimos um camião, ou conduzimos um veículo isolados do mundo exterior”, refere a AA.

Ainda segundo o Daily Mail, o número de acidentes diários relacionados com o iPod e outros gadgets subiu 5% em 2009. “Quando estamos a movermo-nos os nossos cérebros têm muito a fazer e, ao utilizar gadgets tecnológicos, nem sempre ele se consegue concentrar em várias coisas ao mesmo tempo”, revelou o presidente da AA, Edmund King.

“Quer [estejamos a falar de] duas pernas, duas rodas ou quatro, demasiadas pessoas estão a sofrer de uma espécie de ‘esquecimento do iPod’”, continuou.

Apesar do chamado ‘esquecimento do iPod’, os acidentes são provocados por pessoas a utilizar todo o tipo de leitores de MP3, telemóveis ou outros gadgets electrónicos.

De acordo com alguns relatórios da polícia britânica, também citados pelo Daily Mail, há casos de pedestres que não dão conta da velocidade do trânsito quando andam nas ruas, chegando mesmo a consultar o email enquanto passam para o outro lado da estrada.

Paralelamente, a AA também tem notado uma cada vez maior utilização do telemóvel pelos automobilistas, que assim perdem a noção do trânsito que os rodeia e provocam acidentes.

“Não podemos travar a marcha tecnológica, mas precisamos de travar os pedestres, ciclistas ou motoristas [que se tornam em] zombies [por causa] do iPod”, concluiu Edmund King. 

Paris: preço de imóveis volta a níveis pré-crise


O Globo, Deborah Berlinck, 08/ago
Depois da crise, a volta à bonança. O preço dos apartamentos antigos de Paris -- tradicionalmente, um dos melhores investimentos imobiliários da Europa -- voltaram aos níveis pré-crise: em um ano, aumentaram 15%, quase o dobro da média nacional (8,5%). Com o poder de compra dos franceses reduzido - apenas 16% dos locatários têm condições de comprar apartamentos - Paris tem sido uma festa para investidores estrangeiros, sobretudo de países emergentes, como o Brasil.
Que o diga Maria Cristina Pinheiro, uma goiana que opera como intermediária no mercado de imóveis de Paris há mais de dez anos:
- Estou com três pedidos de compras de apartamentos de dois e três quartos para investimento. De 2009 para cá, tem muito brasileiro querendo comprar apartamento na Cidade Luz.
Cristina tem recebido telefonemas de brasileiros com apartamento na capital francesa ou potenciais investidores preocupados com a notícia de que a prefeitura de Paris resolveu apertar o cerco contra aluguéis de curta temporada na cidade, como uma das soluções para combater a crise de habitação. Uma lei de 2005 proíbe os aluguéis de temporada em zonas residenciais. Teoricamente, só é permitido para quem tem apartamento classificado como comercial. Mas a lei não vinha sendo cumprida.
Acontece que, no ano passado, o prefeito Bertrand Delanoe encarregou o Bureau de la Protection des Locaux d'Habitation (Departamento de Proteção dos Locais de Habitação) de avisar proprietários de imóveis que a lei, agora, será aplicada. O departamento mandou 20 cartas, na sua maioria, para proprietários denunciados por vizinhos incomodados.
Não há sinal, entretanto, de qualquer mudança no mercado. Basta entrar na internet e ver sites de grandes agências de aluguel de curto prazo, como Lodgis, operando normalmente. Uma delas, a Vivre à Paris, por exemplo, ainda propõe no seu site na internet serviço completo para quem quiser investir num pied-à-terre -- apartamento de temporada - em Paris. A empresa procura e negocia a compra do apartamento, ajudando, inclusive com a tomada de financiamento no banco, e organiza a reforma do apartamento, providenciando um projeto de um arquiteto, se o proprietário quiser. E fecha o pacote com uma proposta para "tornar rentável o seu pied-à-terre" com aluguéis de curta temporada.
Segundo o Vivre à Paris, mobiliar o apartamento é o melhor caminho para isso, porque a legislação é mais leve do que para a locação de apartamento vazio e não há risco de calote, já que o aluguel de curto prazo é pago de uma vez, antes da entrada no apartamento. O presidente da seção Ile-de-France (região que inclui Paris) da Federação Nacional do Imobiliário (FNAIM), Gilles Ricour de Bourgies, vê a agitação provocada pelo prefeito como uma oportunidade para tirar do mercado várias pessoas que operam sem licença. Mas, para Cristina Pinheiro, não tem lei que fará o lucrativo negócio acabar.
- Não estamos encontrando nenhum problema (em alugar por temporada). Tem agências enormes trabalhando só com isso. Eu faço parceria com várias e não existe isso - diz Cristina, que presta serviços sob encomenda para brasileiros, inclusive junto aos bancos, para obtenção de financiamento.
Os ventos, entretanto, podem mudar. Para evitar isso, Bourgies mobilizou quatro agências da cidade especializadas neste mercado para preparar estatísticas com o perfil da clientela. Objetivo: mostrar ao prefeito que declarar guerra contra aluguel de curto prazo não tem sentido econômico numa cidade com milhares de turistas, pesquisadores, estudantes e funcionários de empresas que recorrem a este mercado. Além de afugentar investidores.
- Não será declarando guerra a alguns proprietários que se vai resolver o problema da crise da habitação - argumenta ele.
Segundo Bourgies, a oferta de apartamentos mobiliados para aluguel de curto prazo corresponde a uma verdadeira necessidade para a economia de Paris. Um pesquisador, por exemplo, não tem como pagar seis meses num hotel.
- - Não há quartos de hotel o bastante para os turistas em Paris. E não se trata só de turistas. Tem toda uma clientela das empresas que enviam seus funcionários por um ou dois meses, além de pesquisadores.
Uma constatação que também fez a revista Les Echos, num artigo sobre a situação dos estudantes. Com uma renda média mensal de 671 euros, em Paris, só um a cada sete consegue lugar em residências coletivas para estudantes.
Portanto, a crise de habitação na França, e em Paris, em particular, é real. Segundo a Fundação Abbé Pierre, dez milhões de pessoas são afetadas. Em março, milhares de pessoas saíram às ruas em Paris para protestar contra o fim da trégua na expulsão de locatários que não pagam seus aluguéis. É que a lei francesa impede expulsões no período do inverno, entre 1º de novembro e 15 de março. A cada ano, a Justiça expede 100 mil mandatos de expulsão, e mais de 10 mil são realizadas com a ajuda da polícia, segundo várias associações.
A penúria é agravada por outro fator: em Paris, por exemplo, há muitos apartamentos mantidos vazios. Um caso recente virou emblemático. Cerca de 40 pessoas, entre elas estudantes ou trabalhadores sem renda fixa, ocuparam em outubro do ano passado um prédio numa das praças mais nobres de Paris - Place de Vosges, no charmoso bairro do Marais. A proprietária, Béatrice Cottin, de 87 anos, que vive numa casa de aposentados, mantém o prédio fechado há anos.
Uma invasora, Solène, estudante no último ano do Conservatório de Música de Paris, foi com seu piano: com uma bolsa de estudos de 350 euros por mês, não havia como achar lugar grande o bastante para encaixar o instrumento musical. Mas a batalha acabou mal para os invasores, que foram processados. A ordem de expulsão saiu em janeiro, com multa de 3.400 euros "a título de indenização" para cada ocupante.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

China desenvolve maglev


03/08/2010 - Terra/EFE

A China trabalha no desenvolvimento de trens de levitação magnética (maglev) que alcancem a velocidade recorde de 600 km/h, informou nesta terça-feira o jornal oficial China Daily. Essa velocidade pode ser alcançada com túneis com baixa resistência do ar, para que o maglev se movimente através deles, explicou Shen Ziyung, membro da equipe do laboratório estatal da Universidade do Sudoeste de Jiaotong, que realiza a pesquisa.

Esta nova tecnologia usará menos aço que um trem normal, e espera-se que possa começar a funcionar em dez anos, segundo Zhang Yaoping, outro membro da equipe, que acrescentou que a aplicação desta invenção dependerá da decisão do Ministério de Ferrovias do país.

Até agora, o único maglev do mundo em uso comercial é o que une o aeroporto internacional de Pudong, em Xangai, com os arredores da cidade. Este é o trem mais rápido do planeta e percorre os 40 quilômetros de distância da linha em menos de oito minutos, a uma velocidade de 430 km/h.

China: Novo modelo de autocarro que circula sobre carros

8/5/2010- Carris (Lisboa)



A actual tecnologia existente na China permite ao país desenvolver soluções criativas para os problemas de mobilidade das grandes cidades. Tendo como objectivo diminuir o trânsito e as emissões poluentes para a atmosfera, a China aposta agora num autocarro que possui uma abertura na zona inferior, para que os carros, que circulam na estrada, possam passar por debaixo dele.

Neste sentido, o objectivo do novo autocarro denominado “3D Express Coach” é não ocupar o espaço das vias reservadas aos veículos privados, permitindo uma maior e melhor circulação automóvel e economizar os gastos na construção de metros e pontes.
O projecto está a ser desenvolvido pela empresa Shenzhen Huashi Future Parking Equipment, estando previsto que o primeiro modelo comece a circular ainda no final deste ano, em Mentougou, distrito de Pequim.
“Esta ideia teve por base a grande movimentação nas estradas das grandes cidades chinesas, onde o trânsito chega a ser caótico e, para colmatar essa situação, constroem-se novas vias, pontes, viadutos, e são dados incentivos para que as pessoas passem a usar, cada vez mais, os transportes públicos”, revela a empresa mentora do novo autocarro.
De acordo com o jornal The Huffington Post, “o autocarro, que funciona como uma espécie de túnel móvel, terá seis metros de largura, utilizará uma combinação de electricidade e energia solar e será capaz de atingir a velocidade de 60 km/h e de transportar 1.400 passageiros”.
No entanto, apresenta apenas um único requisito: só os carros que apresentem até dois metros de altura podem circular debaixo da sua plataforma.
Dependendo da sua viabilidade, o projecto poderá vir a ser implementado em outras cidades do mundo.
Confira o vídeo que apresenta o novo modelo de autocarro.

http://www.youtube.com/watch?v=5l8WXStaafw

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TAV Beijing-Tianjin transporta 40milhões pessoas


03/08/2010 - Agência Xinhua / CRI online

A primeira ferrovia de alta velocidade da China, a Ferrovia Interurbana de Alta Velocidade Beijing-Tianjin, transportou 40,96 milhões de passageiros desde que iniciou suas operações há dois anos, informou na segunda-feira o Ministério das Ferrovias em um comunicado.

A via, aberta em 1º de agosto de 2008, é capaz de transportar até 125 mil passageiros por dia entre as duas cidades do norte da China, revelou o ministério. Projetados para atingir uma velocidade máxima de 350 quilômetros por hora, os trens-bala reduzem o tempo de viagem entre Beijing e Tianjin para 30 minutos, em comparação com o percurso normal de três horas por rodovia.

A ferrovia rápida também levou mais visitantes de Beijing e das áreas vizinhas à cidade de Tianjin durante os últimos dois anos, o que impulsionou os setores de comércio, indústria, turismo e serviços locais, acrescentou o ministério.
Uma pesquisa da Comissão de Comércio de Tianjin mostrou que as compras constituem cerca de 34% dos gastos totais dos passageiros que viajam pela ferrovia.

Além disso, impulsionada pela ferrovia, o investimento externo recebido e aplicado por Tianjin aumentou 20% no primeiro semestre, chegando a US$ 5,9 bilhões, revelou o ministério.