sábado, 30 de março de 2013

Mais eficiente e veloz, trem de carga vive um boom nos EUA

30/03/2013 - Valor Econômico - The Wall Street Journal

Em alguns casos, as ferrovias estão aumentando a altura de túneis e elevando pontes para acomodar dois andares de contêineres


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Em um recente dia frio numa estação de trem aqui nessa planície americana, um trem-tanque gigantesco se alongava como uma serpente até onde a vista alcançava. Depois de carregado, ele partiria em breve levando petróleo leve para uma refinaria de Puget Sound. Outro trem viria logo atrás, e depois mais outro.

Cenas como esta estão se repetindo cada vez mais em todos os Estados Unidos. Trens de carga a serviço de clientes de alta prioridade, como a empresa de entregas expressas United Parcel Service Inc., cruzam o país transportando desde microondas até tênis e pacotes da Amazon.com. A FedEx Corp., conhecida por sua enorme frota de aviões, também está utilizando mais trens.

Bem-vindo ao renascimento da Era das Ferrovias. Grandes empresas ferroviárias estão vivendo um boom de demanda só visto no auge industrial da Era Dourada dos EUA, no século XIX - só este ano, elas estão investindo US$ 14 bilhões em pátios ferroviários, estações de reabastecimento e novos trilhos. Hoje, mais veloz e eficiente, o transporte ferroviário está rapidamente se tornando dominante no sistema americano de transporte comercial e uma peça vital da recuperação econômica do país.

Desta vez, porém, a expansão não é tanto geográfica. É, na verdade, uma corrida para tornar as linhas ferroviárias existentes mais eficientes e capazes de transportar uma quantidade maior e mais variada de carga. Algumas das empresas ferroviárias estão construindo enormes terminais que se assemelham a verdadeiros portos em terra. Elas adicionam trilhos para aproveitar o máximo possível a demanda americana por frete, projetada para crescer em 50%, para US$ 27,5 bilhões, até 2040, segundo o Departamento de Transportes do país.

Em alguns casos, as ferrovias estão aumentando a altura de túneis e elevando pontes para acomodar dois andares de contêineres. No total, 2013 se encaminha para ser o terceiro ano consecutivo de recordes em investimentos no setor, mais que o dobro da média de gastos anuais de US$ 5,9 bilhões de dez anos atrás.

E, numa virada que poucos poderiam prever há algumas décadas, o transporte ferroviário está roubando mercado de outros tipos de transporte comercial, mais notavelmente o rodoviário, que tem sido prejudicado por preços elevados de combustíveis, estradas sobrecarregadas, escassez de motoristas e novos regulamentos que elevam os custos.

O transporte ferroviário também é relativamente barato. Embora esteja em alta, o valor do frete ferroviário americano é hoje quase 50% menor que há trinta anos, segundo a Associação das Ferrovias do país. E esses preços baixos estão ajudando a tornar a atividade manufatureira norte-americana novamente rentável.

"Não teríamos tantas empresas pensando em voltar a produzir nos EUA ou num país vizinho", como o México, se não fosse pelo transporte ferroviário, diz Yossi Sheffi, professor de sistemas de engenharia do MIT, o Instituto Tecnológico de Massachusetts, e diretor do seu Centro para Transporte e Logística. "Boa parte disso é a energia mais barata. Mas não poderíamos estar transportando petróleo sem os trilhos."

Uma confluência de outros fatores está dando força à tendência. O boom de energia, por exemplo, está revivendo setores como o siderúrgico e de produtos químicos. E os custos mais altos da mão de obra e de transporte em partes da Ásia estão provocando um aumento na terceirização mais próxima de casa.

"Tudo isso tem colocado as ferrovias em um ótimo ponto estratégico para o futuro da economia", diz Matthew K. Rose, diretor-presidente da BNSF Railway. "Ninguém quer ficar de fora."

A BNSF, que foi comprada em 2010 pela Berkshire Hathaway Inc., do investidor Warren Buffet, está investindo US$ 4,1 bilhões em uma lista de coisas que inclui locomotivas, vagões de carga, um terminal gigante em Kansas City e novos trilhos e equipamentos para a unidade que transporta o petróleo da formação de xisto de Bakken, nos Estados de Dakota do Norte e Montana.

A Union Pacific Corp. está investindo US$ 3,6 bilhões em um terminal enorme no Estado de Minnesota e projetando uma ponte de até US$ 500 milhões sobre o rio Mississippi, no Estado de Iowa, para substituir uma ponte levadiça antiga que costuma atrasar os trens por horas. A empresa também vai duplicar trilhos na Louisiana e no Texas e expandir pátios ferroviários para dar mais capacidade para clientes do setor químico, como a Dow Chemical Co. e a Exxon Mobil Corp.

Outras empresas ferroviárias, como a CSX Corp. e a Kansas City Southern Railway Co. também planejam investir pesado na ampliação de suas operações.

Nas longas distâncias, os trens têm sido mais baratos do que os caminhões por décadas. Eles podem transportar uma tonelada por mais de 200 quilômetros com um litro de combustível, o que os torna três a quatro vezes mais eficientes no consumo. No entanto, eles eram notoriamente pouco confiáveis. Na área de logística, caminhões e aviões normalmente chegam no prazo determinado. Mas os trens eram conhecidos como "o buraco negro do transporte", diz Sheffi.

Curtis Whalen, diretor executivo da Associação de Transporte de Caminhões dos EUA, diz que os caminhões ainda têm algumas vantagens. "Nossos [dados] mostram que os números do transporte rodoviário não serão reduzidos pelos trens em nenhum período de tempo."

Nos últimos dez anos, porém, sob pressão de clientes como a UPS, os trens se tornaram mais confiáveis. A UPS "nos ensinou o que significa ter um desempenho condizente com seus altos padrões", diz Rose, da BNSF.

Ken Buenker, diretor do Corporate Transportation Group, uma unidade da UPS, diz que a meta da empresa é uma taxa de cumprimento de prazo de 99,5%. "Então, imagine o tamanho do risco que corremos com um trem." Um trem quebrado poderia atrasar muitas entregas.

As empresas ferroviárias estão utilizando tecnologia e estratégia para enfrentar esse tipo de problema. Elas usam sensores para detectar falhas mecânicas antes que causem atrasos. E desenvolveram centrais que organizam embarques por entregas que vão ao mesmo destino. A medida eliminou o desperdício de tempo e o trabalho de desconectar vagões e redefinir suas rotas. Isso também possibilitou itinerários mais longos e mais rápidos. As empresas ferroviárias agora "pensam sempre em eficiência e rapidez", diz Buenker. "A velocidade da rede é realmente importante para eles."

Fonte: Valor Econômico - The Wall Street Journal

sexta-feira, 29 de março de 2013

Algumas carruagens do Metro de Lisboa vão poder transportar mais passageiros

27/03/2013 - Menos um Carro

O Metropolitano de Lisboa renovou o interior de algumas carruagens, adoptando o modelo de bancos corridos laterais, que deixa mais espaço livre em pé e permite transportar mais 2,5% de passageiros do que o modelo convencional.
Segundo a empresa, foram alterados os revestimentos e os bancos de apenas uma composição com três carruagens, que poderá circular em qualquer linha da rede.
Esta alteração permite aumentar em 2,5% a lotação máxima de cada carruagem (que ronda as 170 pessoas), "bem como [proporcionar] uma mais fluida entrada e saída de passageiros nas estações", refere a empresa.
De acordo com o Público, a administração do Metro de Lisboa afirma que a intervenção se limitou a duas unidades protótipo da série ML90, que entrou em circulação em 1993, e que esta alteração "não terá influência no intervalo entre comboios, ou mesmo no pessoal necessário para a sua operação".
A empresa garante também que "não está prevista, no curto prazo, a remodelação das restantes unidades da frota".
As alterações foram feitas a propósito de uma "necessidade pontual de refrescamento" dos bancos, chão e revestimentos laterais daquelas duas unidades, devido ao desgaste provocado pela utilização.
"Numa das duas unidades a intervencionar foi decidida a reconfiguração dos bancos de passageiros para disposição longitudinal, para avaliação da solução em contexto operacional", explica a empresa.
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domingo, 17 de março de 2013

Emirados Árabes Unidos abrem sua primeira grande usina de energia solar

17/03/2013 - O Estado de São Paulo

Reuters

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) abriram oficialmente no domingo sua primeira grande usina de energia solar, disseram em comunicado as três empresas responsáveis pelo projeto.

A usina solar Shams 1 de 100 megawatts (MW) levou três anos para ser construída pelas empresas Masdar dos EAU, Total, da França, e pela espanhola Abengoa e custou cerca de 600 milhões de dólares.

Shams 1 é um dos maiores projetos de energia solar do mundo e é, sem dúvida, a maior usina solar em uma região dependente de combustível fóssil que está muito atrás de grande parte da Europa, das Américas e da Ásia, em relação à energia renovável.

"A região precisa atender a sua crescente demanda de energia, enquanto também se esforça para reduzir a sua pegada de carbono," disse o sultão Ahmed Al Jaber, presidente da Masdar, em um comunicado para comemorar a inauguração da usina.

O país pretende produzir sete por cento de sua eletricidade a partir de fontes alternativas até 2020. Em comparação, esta meta foi superada por 21 dos 27 países membros da UE há quatro anos.

(Reportagem de Daniel Fineren)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Coreia apresenta trens elétricos sem fios

20/02/2013 - Revista Ferroviária

A locomotiva fica a 20 centímetros de distância das bobinas de transmissão, instaladas no solo, entre os trilhos.

Engenheiros coreanos desenvolveram um sistema de transmissão de eletricidade sem fios de alta potência.

Os sistemas de eletricidade sem fios já estão sendo testados para alimentar marca-passos e outros implantes médicos ou recarregar baterias de carros elétricos.

Mas o sistema coreano é bem mais potente, servindo para trens, metrôs, guindastes portuários ou veículos operacionais de aeroportos.

A tecnologia, chamada OLEV (On-line Electric Vehicle) fornece remotamente até 180 kW de eletricidade de forma constante e estável.

Para demonstrar a viabilidade da tecnologia, os pesquisadores dos institutos KAIST e KRRI montaram um protótipo em um trem na estação de Osong.

A partir de Julho deste ano, o sistema, composto de uma locomotiva e um vagão, começará a ser testado em condições reais de operação, na cidade de Gumi, fazendo percursos de 40 minutos entre duas estações.

Trens elétricos sem fios

O trem possui uma bateria com apenas um quinto do tamanho do que seria necessário para um trem puramente elétrico.

A locomotiva fica a 20 centímetros de distância das bobinas de transmissão, instaladas no solo, entre os trilhos.

No teste em escala real, a carga consistirá em 100 kW de energia, transmitida a 20 kHz, com uma eficiência de 85%.

Se os trens puderem receber a eletricidade sem fios, os engenheiros calculam que haverá uma dramática redução do desgaste dos equipamentos e nos gastos de construção e manutenção.

Segundo os engenheiros, a eliminação dos postes para os fios de eletricidade permitirá o uso de menos espaço para as ferrovias, assim como a construção de túneis de menores dimensões.

Alemanha leva às ruas ônibus elétricos que dispensam tomadas

28/02/2013 - Ig.com.br

Pouco a pouco, sustentabilidade e energia limpa deixam de ser verbete de manuais e ganham as ruas, não só pelo avanço tecnológico que reduz preços de equipamentos, mas por ganharem escala ao serem adotados no dia a dia das pessoas, até quando elas menos desconfiam.


Este é caso da experiência da cidade alemã de Mannheim (a 482 km de Berlim), de 310 mil habitantes, que começa a tirar do papel um projeto de ônibus elétricos que carregam a bateria de forma autônoma com ajuda da própria rua, enquanto passageiros sobem e descem.
Ônibus elétrico vai percorrer uma linha de 200 km na cidade de Mannheim.

Saem os postes, a fiação e todo o aparato que polui o ambiente urbano e entra em cena a tecnologia de indução, que usa placas tanto na pista como sob o chassi do veículo para transmitir energia com ajuda de campos magnéticos em pontos estratégicos (como subidas de ruas) e em paradas ao longo da linha do ônibus.

Funciona como um ônibus comum, que carrega e descarrega passageiros e também eletricidade", explica Luiz Ramos, diretor de Relações Institucionais da Bombardier, empresa desenvolvedora do projeto. "Em 15 segundos parado sobre uma placa, já acontece uma recarga significativa".

Placas nos pontos fornecem energia ao ônibus
O executivo da empresa canadense diz que a evolução no armazenamento de energia tem papel-chave para o projeto. "Antes, as baterias eram pesadas, demoravam para serem recarregadas, além do que o ônibus tinha que ficar parado por quatro ou cinco horas ligado na tomada", diz. A tecnologia, chamada de PRIMOVE, promete produzir energia suficiente para um itinerário completo sem sacrificar o tempo de vida das baterias.

O projeto contou com parcerias de desenvolvimento e pesquisa de universidades germânicas e belgas, além € 3,3 milhões provenientes do governo Angela Merkel. Segundo a Bombardier, o projeto deve estar em pleno funcionamento e chegar a toda a frota da cidade no segundo semestre de 2014.

Por Vinicius Oliveira
Informações: Portal IG.com.br

França inaugura trens econômicos em abril

27/02/2013 - O Estado de São Paulo

Também em abril será inaugurado o trecho do TGV entre Barcelona e Figueres, na fronteira com a França, que reduzirá o tempo da viagem de Paris a Madri de 15 para 9 horas.

Depois da popularidade das companhias aéreas de baixo custo, os franceses terão um outro tipo de transporte com tarifas mais em conta: trens de alta velocidade. Os vagões rápidos da Ouigo (ouigo.fr) começam a operar a partir de 2 de abril. O trecho entre Paris e Marselha, por exemplo, custará 20, ida e volta. Com o tradicional TGV (tgv.fr), o bilhete não sai por menos de 64,90.

No entanto, assim como a maioria dos voos low cost, os trens econômicos partirão de estações afastadas do centro. Em Paris, as saídas serão da vizinha Marne La Vallée, onde fica a Disneylândia, 50 quilômetros a leste da capital. Inclua na conta, portanto, o valor do bilhete de trem até lá ( 7,30 no RER; 50 minutos desde a estação Gare de Lyon). Ainda assim, o total de 34,60 é quase a metade do cobrado pelo TGV.

A Ouigo fará ainda viagens a Montpellier, Lyon e outras.

Até a Espanha. Também em abril será inaugurado o trecho do TGV entre Barcelona e Figueres, na fronteira com a França, que reduzirá o tempo da viagem de Paris a Madri de 15 para 9 horas. De Barcelona a Paris, o percurso levará 6h30.

Fonte: O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mais dois sistemas BRT são inaugurados na América Latina

05/03/2013 - The City Fix Brasil

Uruguai e Venezuela pretendem ampliar o sistema BRT de transporte para melhoria da mobilidade urbana

Autor: Guillermo Petzhold | Postado em: 05 de março de 2013 | Fonte: The City Fix Brasil

Sistema BRT é um dos mais eficientes no transporte urbano
créditos: Divulgação

No final do ano passado, o Uruguai inaugurou seu primeiro corredor BRT (Bus Rapid Transit). Situado em Montevidéu, capital do país e que abrange 40% da população do país, o corredor Garzón, com aproximadamente 6,3 quilômetros de extensão, irá beneficiar cerca de 25 mil pessoas diariamente.

Este é apenas a primeira de uma série de obras que serão realizadas visando a melhoria do transporte público da cidade. Até o final do ano, está prevista a inauguração de um segundo trecho localizado na Avenida Agraciada Norte e para 2014 outro corredor na Avenida General Flores, obra que concluirá a primeira etapa do Plano de Mobilidade do município.

Outra cidade que também optou pelo sistema BRT foi Caracas. Administrado pela mesma empresa dos metrôs, o BusCaracas (ou Línea 7 do metrô) vai beneficiar cerca de 30 mil passageiros diariamente. Este é o segundo BRT localizado na Venezuela – a primeira cidade a adotá-lo foi Mérida, em 2007.


BRTDATA.ORG
Saiba mais sobre esses sistemas no site BRTdata.org, um banco de dados que abrange informações sobre sistemas Bus Rapid Transit de todo o mundo e de faixas de ônibus brasileiras.

Lançado há quase um ano, o site foi desenvolvido a partir de uma parceria entre quatro organizações globais: Centro de Excelência BRT – Across Latitudes and Cultures (ALC-BRT CoE) e pela EMBARQ, o centro de transporte sustentável do WRI, em colaboração com a Associação Latino-Americana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT) e a Agência Internacional de Energia (IEA).

Confira aqui o panorama atual dos sistemas BRT e corredores de ônibus no mundo.

Este texto foi publicado originalmente no site The City Fix Brasil

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