segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

‘TAV peregrino’ vai cortar deserto a 300 km por hora

12/12/2014 - O Estado de S. Paulo

O primeiro trem de alta velocidade da Arábia Saudita, conhecido como 'AVE dos peregrinos', saiu de Barcelona em um navio especial com destino a Jeddah, no Oriente Médio, onde vai iniciar os primeiros testes para operar comercialmente a partir de dezembro de 2016, entre as cidades de Meca e Medina, numa distância de 430 quilômetros.

Os trens devem transportar cerca de 20 mil peregrinos por dia, a uma velocidade de até 300 quilômetros por hora.

O trem embarcado na Espanha tem 13 vagões fabricados pela Talgo, em Madri, e duas locomotivas produzidas na fábrica de Rivabellosa, em Álava.

Os trens viajaram em caminhões especiais até o porto de Barcelona, de onde embarcaram para a Arábia Saudita.

O diretor de produção da Talgo, Roberto Martínez, explicou que o trem conhecido como 'bico de pato' é um Talgo 350, com mais de 30 modificações no projeto original e adaptação para circular no deserto.

As soltas foram reforçadas para impedir a entrada de areia. Também foi necessário reforçar o isolamento térmico e os sistemas de ar condicionado, já que a temperatura média no deserto chega a 55 graus centígrados.

O projeto teve custo estimado de 6,6 bilhões de euros no início do plano, em 2011.

No total serão 35 trens comerciais e um especial denominado trem VIP, de luxo, destinado à família real saudita. O trem real transporta até 60 passageiros, enquanto que as demais composições levam 417.

China atesta própria força por meio do domínio ferroviario

15/12/2014 - Exame

Fábrica de trens na China: raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo ferroviário

Paloma Almoguera, da EFE


Pequim - A China, que possui a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, decidiu explorar seu poder no setor ferroviário através de inúmeros projetos internacionais, que autenticam o país como potência mundial.

Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.

Foi assinado no final do mês passado um contrato milionário entre a China Railway Construction Corp e a Nigéria para construir uma linha ferroviária unindo Lagos, a capital econômica nigeriana, a Calabar - maior contrato feito por uma empresa chinesa no exterior.

No entanto, este megaprojeto foi rapidamente ofuscado em função da divulgação feita por um jornal chinês sobre Pequim estar negociando com a Índia a possibilidade de construir a primeira ferrovia de alta velocidade entre as cidades de Nova Deli e Chennai.

Consolidado como o país com a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, a China também completou há meses uma linha ferroviária em Angola (que comprou 45% de sua produção petrolífera em 2013), e anunciou pouco antes que construirá uma via entre a capital do Quênia, Nairóbi, e Mombaça.

Ao finalizar em 2018 o corredor que substituirá o centenário Lunatic Express, mencionado em clássicos de Hemingway e Kapuscinsky, Pequim planeja estendê-lo a Uganda, Ruanda, Burundi e Sudão do Sul, um projeto que pretende mostrar que o 'sonho Africano' não se limita a um safari em busca de matérias-primas.

Aparentemente Pequim começa a modificar as regras após países africanos denunciarem em algumas ocasiões que a China transferia suas políticas trabalhistas exploratórias, tais como a baixa contratação de mão de obra local.

'Em algumas áreas as normas de trabalho chinesas já alcançaram padrões internacionais, por isso muitas pessoas estão mais dispostas a trabalhar para eles', disse à Agência Efe Eric Joshua, jornalista e produtor de cinema da Zâmbia.

No entanto, o país, que se beneficia destas construções em função do fato de proverem acesso a matérias-primas e agilizarem sua distribuição, permanece enfrentando críticas e receio de alguns países.

Recentemente, o presidente mexicano revogou uma licitação que havia sido concedida ao consórcio estatal chinês CRC para construir o primeiro trem de alta velocidade no país norte-americano em função de suspeitas sobre a transparência da competição.

A polêmica decisão coincidiu com a visita do presidente Enrique Peña Nieto à China por ocasião da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que aconteceu nos dias 10 e 11 de novembro, e representou uma crise diplomática entre México e China.

Enquanto o governo de Xi Jinping faz planos para impulsionar uma dupla 'Rota da Seda', terrestre e marítima, que dê um novo ar às rotas comerciais com a Ásia ocidental e do sul, os projetos chineses na América são percebidos, em algumas circunstâncias, como uma tentativa de fazer frente aos dos Estados Unidos na região Ásia-Pacífico.

Entre projetos colossais, a ideia da China, de unir as costas do Pacífico e do Atlântico através de uma linha ferroviária Peru-Brasil, recebe destaque, recebeu, inclusive, o beneplácito do presidente peruano, Ollana Humala, em sua visita a Pequim pela cúpula da Apec.

Projetos como a linha interoceânica, com a qual a China defende os seus interesses comerciais, diversifica as importações e espera reduzir os custos de transporte.

'Aparentemente o governo do presidente Xi Jinping reforçou a ênfase no desenvolvimento de infraestrutura', disse à Efe Alice Ekman, pesquisadora responsável pela China no Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI).

Alice acrescenta que estas construções 'são um dos eixos da estratégia de internacionalização da China e de suas grandes empresas estatais para diversificar a distribuição de energia'.

Este processo não tem previsão de recuo: um dos planos mais extravagantes de Pequim é construir uma linha de trem submarina sob o estreito de Bering, para unir a Sibéria ao Alasca e também conectar a China aos EUA.

Os dois maiores fabricantes de trens do país (China CNR Corp e CSR Corp), especialistas em trens de alta velocidade, estudam uma fusão, o que criaria um gigante no setor.

'A sabedoria chinesa para construir uma economia mundial aberta cresce a cada dia', se vangloriou recentemente um editorial da agência de notícias 'Xinhua'.

Fonte: Revista Exame 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Projeto propõe linha de trem que ligará os EUA à Europa

14/12/2014 - Via Trolebus

Uma das características mais curiosas do projeto é um gigantesco túnel construído na ligação entre a América e a Ásia, conhecida como Estreito de Bering.

Por Renato Lobo

Um projeto de trem pretende ligar Londres, atravessar todo o território russo, com paradas em Moscou, Tynda, Yakutsk, Uelen, cruzar o Estreito de Bering, parar em Nome, no Alasca, e seguir em direção aos Estados Unidos, cruzando ainda o Canadá.

Sem datas certas para obras e operação, a ferrovia é orçada em 100 bilhões de dólares. Já foram feitas reuniões com representantes da Rússia e dos Estados Unidos para discutir o assunto, e segundo o site Web Urbanist houve convergências para botar nos trilhos o trem entre o Alasca à Sibéria.

Túnel sob o mar

Uma das características mais curiosas do projeto é um gigantesco túnel construído na ligação entre a América e a Ásia, conhecida como Estreito de Bering. Trata-se de 85 km de comprimento, entre o Cabo Dezhnev, o ponto extremo oriental do continente asiático, e o Cabo Príncipe de Gales, o extremo ocidental do continente americano.

A ferrovia proposta pretende ter como objetivo principal o transporte de centenas de milhões de toneladas de carga por ano.

Fonte: Via Trolebus

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Paris vai proibir circulação de veículos na área central da cidade

09/12/2014 - O Globo

Plano antipoluição quer eliminar totalmente a circulação de motores movidos a diesel até 2020
  
Um ciclista aluga uma Velib, do projeto de compart
Ciclista aluga a bike compartilhada Velib
créditos: Balint Porneczi / Bloomberg / 13-3-2014
 
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer banir completamente da cidade os gases emitidos por motores movidos a diesel até 2020. Para isso, ela anunciou, em entrevista ao "Journal du Dimanche" ("JDD") neste fim de semana, que vai proibir a circulação de veículos nos quatros arrondissenments centrais da capital francesa:
 
"Nos quatro distritos centrais de Paris, à exceção de bicicletas, ônibus, táxis, os únicos veículos permitidos serão os de residentes, carros de entregas e de emergência", disse ela ao semanário francês, acrescentando que o plano antipoluição será discutido no Conselho de Paris em 9 de fevereiro.
 
A proibição entrará em vigor inicialmente nos fins de semana, mas rapidamente deverá ser expandida para todos os dias da semana, segundo a prefeita. "Quero agir de forma eficaz, rápida e vigorosa", disse Anne. "Porque a poluição é um tema maior, um grave problema de saúde pública, em particular para as populações mais vulneráveis."
 
Além do problema da poluição, a prefeitura quer aliviar o trânsito na cidade. A área central de Paris engloba uma densidade populacional elevada para os padrões das cidades europeias. Os quatro arrondissenments em questão, que formam uma importante região turística, enfrentam congestionamentos crônicos.
 
Em seu plano para erradicar o diesel das ruas de Paris, a prefeita quer estabelecer eixos de circulação reservados a veículos próprios. "A cartografia do ar de Paris mostra que a poluição de partículas se concentra em torno da periferia e em alguns eixos que criam um efeito chamado de cânios. Esses corredores de poluição só serão autorizados aos veículos de ultra baixa emissão e proibido aos demais. Me refiro à rue de Rivoli, aos Champs-Élysées... Isso será feito inicialmente de forma experimental.
 
INVERTENDO A LÓGICA

A prefeita lembrou que o uso da bicicleta como meio de transporte já está bem assentado na cultura parisiense. Ela acrescentou que o número de quilômetros de ciclovias será dobrado até 2020, por meio de "um plano bastante ambicioso", que custará € 100 milhões ao longo de sua gestão. A ideia é permitir a integração de todas as portas de Paris, "mas também uma grande ligação Norte-Sul e outra Leste-Oeste".
 
"Também quero estimular a bicicleta elétrica, estimulando a compra do Velib. Tecnicamente, é viável. Também vamos desenvolver um projeto de instalação de postos para recarregar carros elétricos", disse a prefeita prometendo assistência financeira também para a criação de garagens para bicicletas.
 
De certo modo, a proposta de Anne Hidalgo inverte uma lógica de planejamento urbano que vigorou nas principais metrópoles do mundo desde o fim do século XIX, com foco nos automóveis. Uma das principais preocupações dos formuladores de política pública para as cidades era o escoamento do tráfego. Assim, a construção de avenidas, bulevares, viadutos, pontes, muitas vezes implicando a demolição de bairros inteiros, se sobrepôs a políticas de habitação e o desenvolvimento sustentável dos bairros.
 
Além da poluição do ar, esse raciocínio estimulou o transporte individual e esgotou as possibilidades de escoamento, gerando engarrafamentos crônicos em várias áreas da cidade. A inversão dessa lógica, por outro lado, coloca em questão a qualidade dos meios de transporte público e formas alternativas, como ciclovias. Não é à toa que mobilidade passou a ser uma das questões centrais das metrópoles neste início de século XXI.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Novos trens farão rota Londres a Paris em menos tempo

05/12/2014 - Panrotas

Diego Verticchio 

As viagens de trem entre Londres e Paris vão ficar mais rápidas no final do próximo ano. A Eurostar anunciou a compra de 17 novos trens na rota, que farão a viagem 15 minutos mais rápidas. O novo modelo E320 alcança até 320 quilômestros por hora e tem capacidade para transportar 894 passageios, 20% a mais do que a capacidade atual.

Mercado ,

Tanto o exterior como o interior dos trens foi projetado pela Pininfarina, responsável pelo design dos automóveis da marca Ferrari. Entre as características dos nvos trens estão: mais espaços entre as poltronas, assentos maiores, ergonômicos e reclináveis, além de maior espaço entre as poltronas. Cada assento terá tomada e entrada USB e, de quebra, internet Wi-Fi gratuita em todos os vagões.

Além das rotas principais, que incluem Paris, Bruxelas e Lille, a Eurostar também atende outros destinos como Genebra e os Alpes franceses e suíços. Em maio do próximo ano, a empresa irá lançar uma novo serviço até Provence, com paradas em Lyon, Avignon e Marselha. Já em 2016, a novidade será o lançamento de uma rota direta para Amsterdã, com paradas na Antuérpia, Roterdã e Schipol. No Brasil, os ingressos da Eurostar podem ser comprados pela Rail Europe.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Obras do metrô de Roma revelam maior depósito hídrico do Império Romano

03/12/2014 - EFE

Um depósito hídrico capaz de armazenar mais de quatro milhões de litros de água, "o maior descoberto até agora" da época do Império Romano, foi encontrado nos trabalhos de escavação para a terceira linha de metrô de Roma, informaram os responsáveis nesta quarta-feira (3).

O depósito foi descoberto no bairro de San Giovanni, no "interior de uma empresa agrícola de Roma Imperial", segundo confirmou a responsável científica pelas escavações arqueológicas na zona, Rossella Rea.

Para Rea, trata-se de um depósito "tão grande que excede o perímetro do lugar", por isso não foi possível "descobri-lo totalmente".

As arqueólogas Francesca Montella e Simona Morretta explicaram que o depósito "podia conservar mais de quatro milhões de litros de água".

"O depósito mede cerca de 35x70 metros e parece provável que sua função principal foi servir como reserva para a água destinada aos cultivos, mas também ser um espaço para fazer frente às inundações do rio próximo", explicaram as arqueólogas.

"As obras da nova estação de metrô permitiram ampliar o campo das investigações arqueológicas, algo que de outra maneira não teria sido possível. É a oportunidade de conhecer a história do território e do ser humano presente nesta zona desde finais do século VII a. C.", disse Rea.

Além disso, a responsável científica pelas escavações arqueológicas afirmou que "as informações históricas que Roma tinha até agora sobre o bairro de San Giovanni eram poucas".

Já no restante da capital foram descobertas "estruturas republicanas e imperiais existentes até finais do século III" que se ocultavam sob terra e que saíram à luz graças a obras e escavações recentes.

sábado, 29 de novembro de 2014

Serviço de trens urbanos de Buenos Aires ganha nova composição

29/11/2014 - Via Trolebus

No dia 25 de novembro, o ministro do Interior e Transporte, Florencio Randazzo, e a presidente Cristina Fernandez de Kirchner anunciaram a chegada dos trens.

Por Renato Lobo

Nossos irmãos Argentinos receberam o primeiro, dos 12 novos trens construídos pela fabricante chinesa CSR Qingdao Sifang. As novas composições deverão rodar na chamada linha Mitre, em Buenos Aires, operado atualmente pela "Corredores Ferroviários SA".

A empresa passou a operar os trens urbanos após sua antecessora ter sido descredenciada, depois que um desastre ocorreu quando um trem perdeu freios quando chegava em uma estação movimentada da capital argentina. Na ocasião foram mais de 50 mortos e 676 feridos.

No dia 25 de novembro, o ministro do Interior e Transporte, Florencio Randazzo, e a presidente Cristina Fernandez de Kirchner anunciaram a chegada dos trens.

A CSR Qingdao Sifang ganhou o contrato em 2013 para fornecer novas composições visando substituir outras antigas com mais de 50 anos. Com a medida, o tempo de espera de 18 minutos deve cair para 14. Posteriormente o intervalo deve cair para 10 minutos com outras 30 novas composições encomendados para a linha.

Fonte: Via Trolebus

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Teleférico mais alto do mundo coleciona elogios na Bolívia

28/11/2014 - BBC Brasil

O teleférico começou a funcionar em maio e acabou de inaugurar sua terceira linha

O sistema já transportou 5 milhões de passageiros
O sistema já transportou 5 milhões de passageiros
créditos: BBC
 
Sete meses após a inauguração, o teleférico urbano mais alto do mundo, que liga La Paz, capital da Bolívia, à cidade de El Alto, vem colecionando elogios de usuários.
 
O teleférico começou a funcionar em maio e acabou de inaugurar sua terceira linha. O projeto deve contar com oito linhas, ao custo de US$ 235 milhões (cerca de R$ 600 milhões).
 
Segundo César Dockweiler, gerente da empresa Mi Teleférico, responsável pela concepção e operação do projeto, "o sistema transporta todos, sem distinção de nível econômico ou raça".
 
Usuários elogiam o novo meio de transporte. "A viagem ficou mais rápida e fácil", afirma uma passageira.
 
As estações do teleférico em El Alto ficam a mais de 4 mil metros acima do nível do mar. Desde a inauguração, o sistema já transportou 5 milhões de passageiros.
 
O intuito é aliviar o trânsito pesado de La Paz. No entanto, não agradou a todos, entre eles os motoristas de táxi, que temem perder clientes.
 
Para a maioria, no entanto, o teleférico é um símbolo do bom momento econômico do país.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ferrovia interoceânica fica mais barata se cortar a Bolívia, diz Morales

22/11/2014 - EFE

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste sábado que a construção na América do Sul de uma ferrovia interoceânica será mais barata se atravessar seu país, ao invés de unir diretamente os territórios de Brasil e Peru. "Se a ferrovia bioceânica passar pela Bolívia será mais curta e mais barata", garantiu Morales em entrevista coletiva na cidade de Cochabamba.
O governante fez o comentário a propósito de uma declaração recente do presidente do Peru, Ollanta Humala, que excluiu a possibilidade que a ferrovia passe por território boliviano. Humala disse que seu país, o Brasil e a China estudarão essa obra para integrar suas economias.

Por sua vez, Morales comentou neste sábado (22) que há dois projetos em debate para a construção dessa ferrovia na América do Sul com apoio financeiro da China, para unir os oceanos Atlântico e Pacífico, e insistiu que a opção pela Bolívia é a mais econômica.

O presidente boliviano acrescentou que China e Brasil estão surpreendidos pelo projeto que inclui a opção da Bolívia. Morales disse também que talvez os técnicos peruanos não tenham apresentado bons relatórios às autoridades de seu país, motivo pelo qual dará essa informação pessoalmente ao governo vizinho.

Nesse sentido, lembrou que está pendente uma reunião bilateral com seu colega peruano para tratar projetos de desenvolvimento. Em uma ocasião anterior, Morales disse que o projeto ferroviário pode custar entre US$ 10 bilhões e US$ 13 bilhões.


Após polêmicas com o trânsito, prefeito de Roma enfrenta pedidos de demissão

25/11/2014 - O Globo

ROMA — Eleito no ano passado, o novo prefeito de Roma, Ignazio Marino, tinha como seu maior desafio melhorar o trânsito da capital italiana, um dos maiores problemas da cidade. O mandatário implementou algumas mudanças, mas não foi o que os romanos esperavam. Além das medidas impopulares, ainda foram descobertas infrações de trânsito do próprio prefeito. Foi o estopim para os italianos pedirem sua demissão.

O trânsito sempre foi um grande problema em Roma, qualquer pessoa que passa pela cidade leva como recordação o caos de carros e motos pelas vielas da Cidade Eterna. Eleito em 2013, Marino, do Partido Democrático, prometeu criar leis e restrições que melhorariam o tráfego. Suas medidas, porém, revelaram-se impopulares. Primeiro o prefeito proibiu a circulação de carros na rua que circunda o antigo Forum Romano, para deixar o passeio dos turistas mais agradável. Mas com uma rua a menos, o trânsito no centro só piorou, e os romanos ficaram insatisfeitos. Depois, Marino resolveu aumentar o preço dos estacionamentos, para desestimular as pessoas a saírem de carro, mas, com um sistema de transporte público deficiente, a medida também gerou apenas a ira da população.

O que mais enfureceu os romanos, porém, foi o descaso de Marino com as leis de trânsito da própria cidade que governa. Para trafegar no centro, é necessária uma licença anual que custa algumas centenas de euros, e o carro do prefeito, um Fiat Panda vermelho, foi visto algumas vezes na região com sua licença vencida. Além disso, Marino deixou de pagar oito multas por infrações de trânsito. A gota d'água da revolta popular veio quando um canal de televisão flagrou o Panda do prefeito parado em local indevido perto do Senado.

Os pedidos de demissão vieram em coro durante pronunciamento do prefeito sobre suas infrações. Marino, então, resolveu adotar uma postura desafiadora, classificando as acusações como "fixação com meu carro", e disse que em vez de se demitir, continuaria tomando medidas para transformar a cidade após "anos de negligência". O democrata ainda mostrou os recibos das multas pagas, com um valor que ultrapassava mil euros, e disse que o acúmulo das multas e o vencimento de sua licença foram culpa de algum assessor.

Mesmo depois de mostrar as multas pagas, a postura ofensiva de Marino não convenceu parte da população, que continua a pedir sua demissão. O prefeito tentou, então, baixar a guarda, mostrando-se arrependido e pedindo desculpas, e solicitando que parem de pedir sua demissão. Se a população o perdoará é uma incógnita: uma pesquisa encomendada por seu próprio partido mostrou que Marino tem o apoio de apenas 20% dos romanos

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lima descarta passagem por Bolívia de trem interoceânico Brasil-Peru

19/112014 -AFP

A construção de uma ferrovia entre Brasil e Peru, que permitirá unir comercialmente portos do Atlântico e do Pacífico, não cruzará o território boliviano como o país espera, anunciou nesta quarta-feira o presidente peruano, Ollanta Humala.

O presidente disse que esta mega-obra, que os governos de Lima e Brasília projetam, foi um dos assuntos abordados em sua recente viagem à China, país que deve participar da construção e do financiamento.

"Após um acordo prévio com o Brasil na China foi aprovada a assinatura de um memorando para iniciar os estudos de um projeto de trem que una os oceanos e possa integrar os mercados de Brasil, Peru e China", disse Humala, durante reunião com meios de comunicação estrangeiros no Palácio do Governo.
O chefe de Estado indicou que o percurso que o trem cobrirá não será pelo sul do Peru e através da Bolívia, mas "pelo norte do Peru, por razões de interesse nacional", que não especificou.

A Bolívia pretende participar do projeto e se somar a uma ferrovia que possa ligar seu território e seus produtos a portos dos dois oceanos.

Segundo estimativas iniciais, a ferrovia teria um custo de US$ 10 bilhões, que a China estaria em condições de financiar.

Em outubro, o plano gerou alguns atritos diplomáticos entre Lima e La Paz, depois que o presidente boliviano, Evo Morales, disse que o Peru estaria marginalizando a Bolívia do traçado.

"Não sei se o Peru está fazendo uma jogada suja", queixou-se.

Humala disse ter "o maior respeito pelo presidente (Evo) Morales" e que seu país está comprometido na integração com a Bolívia e apoia sua reivindicação histórica de uma saída para o mar.

Neste sentido, referiu-se a "outro projeto de ferrovia que viria de La paz" e chegaria até os portos peruanos e Lima. Ele disse que os ministros do Transporte dos dois países entraram em contato para avançar no tema. "É um desafio de engenharia pelas descidas da Cordilheira até a costa", acrescentou.

Fonte: AFP
Publicada em:: 19/11/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Eurostar compra sete trens e aumenta destinos na Europa

17/11/2014 - O Globo

A Eurostar está gastando 300 milhões de libras (R$ 1,2 bilhão) em sete novos trens. O objetivo é aumentar o número de destinos da empresa com trajetos mais distantes e atrair mais passageiros que, atualmente, optam por viagens aéreas.

Exatamente 20 anos depois do início do trecho ferroviário entre Londres, Paris e Bruxelas, a Eurostar apresentou, semana passada, o novo visual dos trens. O projeto faz parte da estratégia de expansão da frota e que está orçado em 1 bilhão de libras (R$ 4 bilhões).

Nessas duas décadas, a ligação entre as três capitais europeias transformou o transporte local. A Eurostar domina cerca de 80% do mercado entre esses destinos. Segundo a empresa, esse percentual é o dobro do que era logo depois do lançamento.

— Eu não acho que podemos ir muito além disso. O crescimento para nós não está mais dentro de Paris ou Bruxelas, está em outros destinos — disse o presidente-executivo da Eurostar, Nicolas Petrovic.

Nos próximos dois anos, as tradicionais linhas amarelas das laterais do Eurostar serão vistas do norte da França e da Bélgica, até Marselha, no sul do país francês, e Amsterdã, na Holanda.

— Precisamos convencer os passageiros que vale a pena experimentar a nossa companhia e trocar as viagens aéreas pelas ferroviárias. Temos de criar novos mercados que não existem agora — disse Petrovic.

Os novos trens terão assentos maiores, com mais espaço entre uma poltrona e outra, além de Wi-Fi em todos os vagões. Segundo a empresa, o júri que decidirá se a troca da da viagem aérea pela terrestre vale a pena é formado pelos passageiros.

A Eurostar espera que os novos trens possam ajudar a empresa a combater qualquer concorrência futura. A empresa alemã Deutsche Bahn está planejando uma outra rota ferroviária por túnel, que ligará Frankfurt a Londres, via Bruxelas.


Passageiros testam trem que atinge 500 km/h no Japão

17/11/2014 - BBC

Cem passageiros participaram no Japão de testes com trens de alta-velocidade 'maglev' - que usam levitação magnética e 'flutuam' sobre os trilhos.

Os novos modelos chegam a até 500 km/h e são ainda mais rápidos que os famosos trens-bala japoneses, que viajam a uma velocidade de 320 km/h.

São mais velozes também que a linha de mag-lev que opera entre o aeroporto de Xangai, na China, e o centro da cidade, que atinge 430 km/h.

O teste foi realizado no trecho de 43 km entre as cidades de Uenohara e Fuefuki, no centro do Japão. Serão oito dias de testes, que terão a participação de 2,4 mil pessoas. Mais de 240 mil haviam se cadastrado para os testes.

sábado, 15 de novembro de 2014

Eurostar celebra 20 anos

15/11/2014 - Euronews

É com novas rotas e a novos comboios que o Eurostar festeja 20 anos.

A 14 de novembro de 1994 começavam as ligações ferroviárias de alta velocidade entre Londres e Paris e Londres e Bruxelas. Seria a revolução nas ligações entre o Continente europeu e o Reino Unido através do Canal da Mancha.

A companhia francesa de caminho-de-ferro, SNCF, detém 55% da empresa, a homologa belga 5%, e o governo britânico 40%. A participação de Londres foi posta à venda.

Em relação ao futuro, Eurostar anuncia a criação de novas ligações. Nicolas Petrovic, presidente executivo, explica: "A partir do próximo ano teremos o serviço direto de Londres para Lyon, Avignon e Marselha, em França. No ano seguinte, prevemos ligar Londres/Amesterdão, na Holanda. Temos novas rotas para continuar a expandir a empresa".

Desde a criação, o Eurostar já transportou mais de 150 milhões de pessoas. A empresa fala de uma procura recorde e diz ter uma quota de mercado de 80% no segmento das viagens entre cidades.

O presidente executivo evoca as perspetivas de crescimento: "O mercado das viagens de lazer no Reino Unido teve um bom desempenho nos últimos dezoito meses. Há muita confiança no Reino Unido, as pessoas estão confiantes, felizes por fazer uma pausa da cidade ou por partirem de férias. Nos mercados francês e belga, podemos dizer que tem sido ok. Quero dizer, continuamos a crescer nesses mercados".

No momento de festejar 20 anos, Eurostar juntou mais sete comboios à encomenda feita à alema Siemens, em 2010. No total, são 17 novas composições.

E quanto à futura concorrência alemã nas ligações ferroviárias no Canal da Mancha, Nicolas Petrovic declara: "Congratulamo-nos com a chegada da Deutsche Bahn enquanto concorrente ferroviário no Canal da Mancha. É uma boa notícia, porque vai reforçar a ideia de que se pode usar o comboio de alta velocidade para atravessar o Canal".

Com a remodelação e renovação da frota, o Eurostar vai gastar mil milhões de livras.

Os novos comboios e320 entram ao serviço no final de 2015.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sistema de VLT da Alstom inicia operação na primeira linha 100% sem catenária do mundo

13/11/2014 - Alstom

No dia 11 de novembro, o Sheik Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, Príncipe da Coroa e Presidente do Conselho Executivo, inaugurou o VLT de Dubai, na presença do Sheik Maktoum Bin Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, Vice-Governador de Dubai, Vice-Presidente do Conselho Executivo e Sua Excelência Mattar Al Tayer, Presidente da Diretoria e Diretor Executivo da Roads and Transport Authority (RTA) e Henri Poupart-Lafarge, Presidente da Alstom Transporte.

Esse projeto de sistema integral – que foi atribuído à Alstom¹ pela Dubai Roads and Transport Authority (RTA) – foi lançado para impulsionar o uso de transporte multimodal e reduzir o congestionamento e a poluição pelo tráfego. Esse primeiro VLT em toda a região do Golfo deve atender cerca de 27.000 passageiros por dia, e deve chegar a 66.000 até 2020.

Sua Excelência, Mattar Al Tayer, Presidente da Diretoria e Diretor Executivo da Roads and Transport Authority (RTA), afirmou: "o VLT de Dubai é uma criação de Sua Alteza, o Sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, Vice-Presidente e Primeiro-Ministro dos EAU e Governador de Dubai, para fornecer um sistema de transporte avançado. Quando a RTA foi criada em 2005, Sua Alteza encomendou uma solução integrada e abrangente para a área a fim de acomodar os grandes projetos de urbanização na região, particularmente a área de JBR, Marina e Al Sufouh".



"O VLT de Dubai, que temos o orgulho de entregar antes do prazo, ilustra a estratégia da Alstom de atender a todos os mercados com uma gama completa de soluções, enquanto demonstramos nossa posição de liderança nos sistemas VLT. Graças à próxima colaboração entre Alstom e RTA no projeto, os cidadãos de Dubai podem agora viajar a bordo de um dos VLTs mais sofisticados e confortáveis do mundo" afirmou Henri Poupart-Lafarge.



O VLT de Dubai inclui várias revoluções tecnológicas da Alstom. É o primeiro VLT do mundo capaz de rodar a temperaturas de até 50°C e suportar condições climáticas extremas, como umidade e atmosfera arenosa. Equipado com um sistema de fornecimento de energia no nível do solo (APS), o sistema também é o primeiro do mundo a ser livre de catenárias em toda a linha, que tem 10,6 km de comprimento e 11 estações.

Essa tecnologia permite a integração perfeita do VLT à paisagem da cidade. Por fim, trata-se da primeira linha a ser equipada com estações com ar condicionado e portas de segurança de plataforma automáticas.

O VLT de Dubai oferece conforto sofisticado. O VLT Citadis tem 44 metros de comprimento e pode acomodar 408 passageiros em classes "ouro", "prata" e "mulheres e crianças". O VLT é equipado com informações para passageiros em tempo real e transmissões de vídeo. Para melhor refletir a imagem da cidade, o VLT Citadis de Dubai tem um diferenciado formato de diamante na frente.

O VLT de Dubai é o oitavo sistema entregue pela Alstom em uma década. Com sete outros em implementação no mundo, incluindo o VLT de Lusail, no Qatar, a Alstom é líder mundial em sistemas de VLT.

1. Para o fornecimento de 11 Citadis, disposição de trilhos, rede e subestações de energia, solução de sinalização Urbalis, sistemas de comunicação e segurança, centro de controle de operações integrado, portas de segurança nas plataformas, sinalização de pista, sistema de bilhetagem e 13 anos de manutenção.

Fonte: Alstom
Publicada em:: 13/11/2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Coreia do Sul testa ônibus elétrico sem fio

12/11/2014 - Porto Imagem

 
Leia também (com vídeo): Ônibus sul-coreano é abastecido por 'rua elétrica' - BBC





Uma nova tecnologia em meios de transporte sustentáveis está sendo testada na Coreia do Sul. Desde terça-feira (6), dois ônibus elétricos que são recarregados sem nenhum fio circulam por um trajeto de aproximadamente 24 km em Gumi, segunda maior cidade da província de Gyeongsangbuk-do, na Coreia do Sul. O projeto foi desenvolvido pelo Instituto Coreano Avançado de Ciência e Tecnologia (Kaist).

Os veículos, denominados OLEV (Online Electric Vehicle), são alimentados por cabos elétricos implantados sob as vias, 17 centímetros abaixo dos ônibus. Os cabos criam um campo magnético que é transformado em eletricidade por um dispositivo que fica na parte inferior do veículo.
Dessa forma, a energia é transferida diretamente para o ônibus, esteja ele parado no trânsito ou se movendo sobre a rua. Esse sistema tornou possível a redução das baterias para cerca de um terço do tamanho das utilizadas em veículos elétricos comuns e eliminou a necessidade de fios e conexões para recarregar.

Segundo os pesquisadores, o campo magnético criado pelos cabos implantados nas ruas é fraco e não apresenta riscos para os pedestres. Além disso, o sistema é capaz de detectar quando um ônibus OLEV está passando pelo local, e só então ativar o campo magnético.

Ampliação

Até 2015, a cidade pretende adicionar mais dez ônibus ao trajeto, e possivelmente ampliar as ruas que oferecem esse sistema. Apenas 5 a 15% da via precisam ser substituídos para que a tecnologia seja implantada. Mesmo assim, os custos com a reforma e a necessidade de interditar diversas ruas para que esse processo seja realizado são fatores que podem desestimular as autoridades a investir no projeto.

Antes de ser implantado na cidade, o sistema foi testado e um parque de diversões em Seul e em ônibus que circulam no interior do campus onde foi desenvolvido.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

TAV entre NY e Washington está em debate nos EUA

23/10/2014 - The New York Times

Um grupo de investidores de Washington apoiado por políticos do alto escalão e US$ 5 bilhões em compromisso de investimento por parte do governo japonês está avançando sua visão de um trem de alta velocidade que poderia levar os passageiros de Nova York a Washington em cerca de uma hora.

O trem, que emprega uma tecnologia conhecida como levitação magnética, ou maglev, para flutuar sobre os trilhos usando ímãs em vez de rodas, poderia alcançar o dobro da velocidade do Acela, da Amtrak. Este é um dos muitos projetos de ferrovia de alta velocidade propostos para o corredor nordeste, de tráfego pesado, onde os congestionamentos e atrasos nos voos devem piorar.

De acordo com os críticos, uma ferrovia maglev na Costa Leste ao custo total de US$ 100 bilhões é pouco mais do que um sonho. Mas isso não impediu os investidores de promoverem a ideia.

Na terça feira, numa pista de testes japonesa, um protótipo de trem transportou um grupo de visitantes americanos pelas montanhas a uma velocidade máxima de 505 km/h - tão rápido que Christie Todd Whitman, ex-governadora de Nova Jersey e integrante do grupo, disse que as viagens entre Washington e Nova York via Amtrak eram "constrangedoras" em comparação.
Para Christie, o trem é uma solução para os problemas de transporte no seu país, onde o Acela - o trem mais rápido dos Estados Unidos - leva 2 horas e 45 minutos para viajar de Nova York a Washington.

A ex-governadora faz parte de um poderoso conselho da Northeast Maglev, uma empresa de capital fechado com sede em Washington que tem a meta de construir a linha Nova York/Washington. O grupo, que faz visitas frequentes ao Japão para desenvolver o projeto e já fez pelo menos três passeios de testes no trem, busca convencer os céticos legisladores e investidores nos EUA e mostrar os benefícios financeiros e políticos do maglev.

O conselho inclui o ex-governador de Nova York, George E. Pataki; Tom Daschle, ex-líder da maioria no senado, que também estava a bordo do trem japonês na terça feira; o ex-governador da Pensilvânia, Edward G. Rendell; e Mary Peters, que foi secretária dos transportes durante a presidência de George W. Bush. Desde 2010, o grupo gastou US$ 1,4 bilhão em lobby no congresso, reunindo-se com funcionários dos governos estaduais e locais para consolidar o apoio ao projeto.

Na tentativa de conquistar apoio público, o grupo conta com compromisso de investimento de aproximadamente Us$ 5 bilhões por parte do governo japonês, para financiar parte da construção do primeiro trecho, entre Washington e Baltimore, a um custo estimado de US$ 10 bilhões. Com o maglev, a viagem entre as duas cidades seria feita em 15 minutos.

Mas ainda há obstáculos. Dado o custo do projeto, a empresa responsável pelo maglev precisaria da ajuda do governo federal, mas os defensores do setor dos transportes dizem que esse auxílio não deve ser anunciado. E a Associação Americana de Ferrovias de Alta Velocidade, que defende sistemas ferroviários de alta velocidade mais convencionais, descartou o maglev por ser demasiadamente caro e experimental.

Além disso, a operadora do maglev teria que obter o direito de construir os trilhos especiais em alguns dos terrenos mais caros dos EUA, um monumental empreendimento financeiro. A empresa planeja construir boa parte da rota no subterrâneo, aumentando ainda mais o custo.
Mas Wayne Rogers, que investe em energia renovável e outros projetos e atua como diretor executivo da Northeast Maglev, disse que o trem é uma alternativa mais sensata do que as propostas atuais para resolver os problemas de transporte no Noroeste, incluindo a construção de mais trilhos e a adaptação da malha já existente para tornar os trens da Amtrak mais rápidos. Aumentar o número de estradas na região só faria aumentar o congestionamento, disse ele.

Quanto à adaptação da malha para aumentar a velocidade dos trens da Amtrak, "É como colocar uma Ferrari na congestionada via Beltway em torno de Washington: não vai andar mais rápido", disse Rogers.

Outro defensor do maglev, James P. RePass, presidente da National Corridors Initiative em Boston, que apoia um maior investimento federal e privado nos projetos ferroviários, disse que sua reação inicial ao projeto foi o ceticismo, mas mudou de ideia.

"Se me perguntasse dois anos atrás, minha resposta teria sido, 'nem pensar'", disse RePass. "Mas essa proposta, que parecia improvável no passado, está ganhando credibilidade. A razão disso é o dinheiro disponível, que diferencia o projeto dos demais." Daschle, que comanda o conselho da Northeast Maglev, descarta as preocupações com a tecnologia maglev.

"a base do ceticismo não pode mais ser o aspecto tecnológico, pois seu funcionamento já foi comprovado", disse ele depois da viagem de trem.

Rogers disse que a empresa estava avançando seus planos: uma solicitação de transferência dos direitos de franquia da extinta ferrovia Washington Baltimore & Annapolis para a Northeast Maglev foi feita à Comissão de Serviço Público de Maryland, o primeiro passo para o início do projeto.

A empresa vai precisa também da aprovação do Conselho de Transportes de Superfície e da Administração Federal das Ferrovias. Sem a transferência dos direitos de franquia, a empresa terá de solicitar à Assembleia Geral de Maryland a aprovação de um novo acordo de franquia, processo que pode consumir anos.

"Não podemos esperar até que as condições políticas e financeiras sejam perfeitas", disse Rogers. "A infraestrutura de transportes do Corredor Nordeste está em mau estado. Precisamos começar a agir." /Tradução de Augusto Calil 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Maior veículo elétrico do mundo tem capacidade para 120 passageiros

18/10/2014 - O Estado de SP

O maior veículo elétrico movido à bateria do mundo, um ônibus articulado com espaço para 120 pessoas, foi lançado nesta segunda-feira, 13, durante uma feira de transportes públicos em Houston, Texas, nos Estados Unidos. O veículo possui 18,9 metros de comprimento e é criação da BYD, empresa chinesa especializada em veículos elétricos e híbridos.

"The Lancaster" foi o nome dado ao veículo, em homenagem à cidade onde foi projetado e fabricado, na Califórnia. Ele é o primeiro ônibus elétrico articulado dos Estados Unidos. Sua bateria de fosfato de ferro-lítio, à prova de fogo e reciclável, tem autonomia de mais de 170 quilômetros.

O ônibus, que estava em desenvolvimento há quase dois anos, foi apresentado durante a Expo APTA, feira de transportes públicos realizada entre os dias 13 e 15 deste mês pela Associação Americana de Transporte Público.

Brasil. A BYD inaugurou uma fábrica de ônibus elétricos em Campinas em 14 de julho deste ano. A montadora investiu cerca de R$ 250 milhões na construção do empreendimento, a sua primeira fábrica na América do Sul.

Havia a expectativa de que em abril deste ano fosse criado um incentivo pelo Governo Federal para os carros elétricos, que não emitem poluição, e híbridos, que são equipados com um motor a combustão e um elétrico, mas o projeto não foi efetivado. O plano era zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre estes tipos de veículos. Hoje o IPI é de 25%.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Como será a primeira cidade 100% sustentável do planeta?

08/10/2014 - Embalaweb

Ela empregará apenas energias renováveis, reutilizará todo o lixo que produz, terá apenas transporte público (movido a eletricidade) e neutralizará toda a sua emissão de gás carbônico. Parece sonho, mas está virando realidade desde 2008, em um deserto nos Emirados Árabes Unidos, a 30 km da capital, Abu Dhabi

Por enquanto, Masdar (fonte, em árabe) é apenas um canteiro de obras em torno de seis prédios e uma universidade, mas, até 2030, quando ficar pronta, seus 6 km2 abrigarão 40 mil pessoas e apenas empresas não poluidoras. O custo do projeto será de cerca de US$ 22 bilhões.

URBANISMO ECOLÓGICO

Movida a sol e vento

Como a região recebe quase 12 horas diárias de sol, usinas solares com imensos painéis foram distribuídas estrategicamente ao redor do empreendimento. Uma torre de energia eólica de 45 m (o equivalente a um prédio de 15 andares) captará as correntes de ar frio e também informará aos moradores a quantidade de energia consumida no dia.

O pedestre é rei

Todos os veículos serão públicos, elétricos e automatizados e só circularão no subsolo. Por meio de totens eletrônicos, qualquer um poderá solicitar um carro para até quatro pessoas. Aí, é só digitar o endereço de destino no computador de bordo. Haverá também transporte coletivo em trilho suspenso, com partidas rumo a Abu Dhabi a cada meia hora.

Vá pela sombra

Quem planeja uma cidade do zero tem a vantagem de poder "mexer" nos seus elementos climáticos. Para aproveitar a brisa do deserto, Masdar será erguida sobre uma elevação de 7 metros. E, para evitar a incidência do sol escaldante da região, as ruas serão estreitas, potencializando a canalização do vento e a formação de sombras.

Coração e cérebro

A obra está crescendo em torno do Instituto de Ciência e Tecnologia, um prédio de 163 mil m2, que abriga um braço do aclamado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) dos EUA. Ela reúne pesquisadores e professores interessados em aprimorar as soluções de sustentabilidade. Já conta com 337 estudantes de 39 países (incluindo brasileiros).

Prédios espertos

Até a arquitetura dos prédios é controlada. Eles terão design inteligente, altura máxima de 40 metros e painéis solares no telhado. Elementos estruturais como madeira certificada e paredes duplas facilitarão o isolamento térmico. Serão abastecidos com água do mar da Arábia dessalinizada, reaproveitada após o uso.

Projeto com grife

O projeto urbanístico, encabeçado pelo famoso arquiteto inglês Norman Foster, inclui estações de tratamento de água e esgoto e centros de reciclagem. As diversas áreas arborizadas darão preferência a espécies que produzem biocombustíveis. A praça central terá toldos que vão abrir e fechar ao longo do dia, de acordo com a temperatura.

Polo corporativo

Uma das razões para os Emirados construírem Masdar é "limpar a consciência": atualmente, o país depende muito do petróleo abundante em seu território e tem uma das maiores taxas per capita de consumo de energia. A cidade pretende atrair até 1.500 empresas sustentáveis com um pacote de incentivos. General Electric, Mitsubishi e Siemens já estão confirmadas.

A terra há de comer

Masdar já recicla 86% dos resíduos da própria construção. A madeira é picada e aplicada em áreas ajardinadas e o concreto é moído e reutilizado no preenchimento do solo. Para restos orgânicos, a comunidade terá usinas públicas de compostagem, cujo adubo será usado nas áreas verdes. Moradores também receberão composteiras domésticas.

Fontes: Sites BBC, EXAME, Masdar e Foster and Partners

 

 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os segredos das cinco cidades mais saudáveis do mundo para se morar

05/10/2014 - BBC

Todo ano, diferentes consultorias, jornais e revistas fazem listas das cidades mais saudáveis para se viver no mundo.

Os rankings levam em consideração fatores como saúde pública, sistema de transporte e áreas verdes.

Cinco destas cidades são recorrentes em todas as listas. Mas qual é o segredo delas? Por que seus moradores têm vidas mais saudáveis do que em outros lugares?

Abaixo, a BBC analisou os diferenciais destas cinco "cidades saudáveis".

Cingapura: saúde pública e leis duras contra poluição

A cidade tem um dos menores índices de mortalidade infantil do mundo.

A expectativa de vida é a quarta maior do planeta: 84,07 anos.

Usado por 80% dos moradores, seu sistema público de saúde é um dos mais elogiados do mundo.

Não é totalmente gratuito, mas muitos dos preços são compatíveis com as rendas dos moradores.

A cidade é bastante rígida nas suas leis ambientais. Há penas duras até mesmo para quem cospe ou joga lixo no chão.

Também conhecida como "Cidade Jardim", Cingapura é um paraíso para quem ama a natureza.

Uma rede chamada Park Connector Network liga 200km de caminhos por meio de parques e jardins.

As ruas da cidade são constantemente usadas para maratonas e eventos de ciclismo.

A cidade adotou até mesmo uma série de medidas contra a especulação imobiliária.

Estrangeiros são proibidos de comprar casas ou apartamentos. Só podem alugar.

Também há vários impostos que impedem que os índices de aumento dos preços de imóveis aumentem por causa da especulação.

Tóquio: transporte limpo e bons hábitos

A cidade tem um dos sistemas de transporte mais eficientes e ecológicos do mundo.

O sistema transporta três milhões de pessoas por dia na região metropolitana, mas, ainda assim, Tóquio têm menos emissões de gás carbônico que a maioria das cidades asiáticas.

A emissão per capita de CO2 em Tóquio é de 4,89 toneladas - em Pequim, esse índice é de 10,8 toneladas.

A alta expectativa de vida na cidade - 84,19 anos - é beneficiada pelo bom sistema de saúde japonês e pelos hábitos saudáveis do país, como uma dieta baseada em peixes, vegetais e arroz.

Os preços de propriedades têm subido bastante na cidade, em parte por causa dos estímulos econômicos dados pelo governo.

Mas também já existe especulação imobiliária por conta das Olimpíadas de 2020, que serão realizadas aqui.

Perth: esporte perto de casa

Entre 1998 e 2009, o número de ciclistas em Perth, na Austrália, aumentou em 450%.

Todas as estações de metrô receberam estacionamentos de bicicletas, e o costume local é ir desta forma até o metrô, para depois seguir viagem até o trabalho.

A cidade tem uma vocação natural para esportes e atividades ao ar livre, devido ao clima sempre ameno e às praias no Oceano Índico.

Em outubro do ano passado, a agência de saúde do governo lançou um plano especial para permitir que moradores de Perth possam achar atividades esportivas em parques perto de sua casa.

Copenhague: ciclismo e 'neutralidade' de carbono

Ciclismo e emissões de carbono também são o segredo da capital dinamarquesa.

A cidade tem um plano de ser a primeira capital "neutra em carbono" até 2025, ou seja, uma cidade que consegue contrabalançar todas as suas emissões de carbono, seja comprando créditos de carbono ou tomando medidas para tirar carbono do ar.

Um dos trunfos da cidade foi conseguir reduzir em 20% suas emissões de gases nocivos ao ambiente desde 2005, graças a um planejamento do governo.

A cidade tem 400km de ciclovias, e 50% de seus moradores usam bicicletas, mesmo em épocas de frio e chuva.

Mônaco: riqueza e... mais riqueza

É quase injusto comparar qualquer cidade do mundo ao principado na riviera francesa, a 15km da cidade de Nice.

Mônaco possui a maior concentração de milionários e bilionários per capita do mundo.

Isso também contribui para que Mônaco tenha a maior expectativa de vida do planeta: 89,6 anos. O sistema de saúde é caro, mas quase todos podem pagar.

Com apenas 2km², Mônaco é também o país com maior densidade de população do mundo.

Com tantos recursos, sobra dinheiro para se investir em ecologia, uma das bandeiras do Príncipe Albert 2.

Os órgãos do governo usam carros elétricos, e todas as conferências realizadas em hotéis de Mônaco são neutras em carbono.

Sonho da cidade 100% sustentável é adiado

05/10/2014 - O Dia - RJ

Masdar — no meio do deserto nos Emirados Árabes Unidos — pretende ser a primeira cidade do mundo com emissão zero de poluição, 100% sustentável. Pelo menos foi este o anúncio, em 2006, quando o projeto de 22 bilhões de dólares do superescritório de arquitetura britânico Foster + Partners foi lançado pelo governo do país do Golfo Pérsico. A crise econômica, porém, adiou o sonho de 2016 para pelo menos 2030, publicou a imprensa internacional.

Equipes de sites estrangeiros, como Co.Exist, visitaram Masdar — que, a 30 km de Abu Dhabi, capital dos Emirados, abriu parte de seu território para receber ecoturistas e, com isso, arrecadar verbas. O que os repórteres verificaram é que a cidade verde por enquanto é uma cidade fantasma. "Andando por lá, verificam-se construções desertas. Alguns estudantes, provavelmente apenas uma centena, parecem perdidos", publicou o site. Além de um grande canteiro de obras, Masdar hoje tem somente seis prédios e uma universidade, em 6 km².

Gerard Evenden, diretor de design da Foster + Partners, disse à 'Business Reporter' que a crise — que comprometeu a compra de material de construção — não fará o sonho virar areia. "É muito mais do que construir uma ecocidade. É um projeto mais sério, que faz questionamentos sobre o futuro da vida sustentável e o que pode ser feito em termos de tecnologia verde. A ideia de Masdar é olhar para a Ciência por trás de tudo isso".

Segundo analistas, uma das razões para os Emirados construírem Masdar é "limpar a consciência": o país depende do petróleo abundante em seu território e tem uma das maiores taxas de consumo de energia. Masdar quer atrair até 1.500 empresas sustentáveis com incentivos. Mitsubishi e Siemens já toparam.

Energia solar, carro elétrico e água dessalinizada

A ideia é que Masdar (Fonte, em árabe) empregue apenas energias renováveis, reutilize todo o lixo que produz e neutralize toda a sua emissão de gases poluentes, que causam o aquecimento global. O sistema de transportes é um capítulo à parte. Todos os veículos serão públicos, elétricos e automatizados, e só circularão no subsolo. Por meio de totens eletrônicos, os cidadãos poderão chamar um carro para até quatro pessoas, em que o endereço é digitado num computador de bordo. Haverá ainda transporte coletivo em trilho suspenso, que farão a ligação entre Masdar e Abu Dhabi a cada meia hora.

Os prédios terão altura máxima de 40 metros e painéis solares no telhado. Madeira certificada e paredes duplas facilitarão o isolamento térmico. Água dessalinizada do mar da Arábia vai abastecer a cidade.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Japão testa seu novo trem de levitação magnética que voa baixo a 500 km/h

26/09/2014 - MSN

Trens maglev são prometidos como o futuro do transporte público por chegarem a velocidades altíssimas - e o Japão quer ir ainda mais rápido.

Trens maglev são prometidos como o futuro do transporte público por chegarem a velocidades altíssimas: o Shanghai Transrapid, na China, se desloca a 431 km/h. O Japão quer ir ainda mais rápido com seu sistema maglev: em uma demonstração pública nesta semana, o trem deles atingiu 500 km/h.

Este foi o primeiro teste público realizado pela Central Japan Railway Company. A empresa convidou algumas pessoas do público e da imprensa para demonstrar, em uma via de testes de 42,8 km, a tecnologia L-Zero.

Segundo o Japan Today, o trem primeiro chega a uma velocidade inicial de 160 km/h para então ativar o sistema maglev; dessa forma, ele acelera lentamente até a velocidade máxima de 500 km/h.

Para efeito de comparação: o metrô paulistano tem velocidade média de 32,4 km/h; enquanto os trens da SuperVia, no Rio, circulam a uma velocidade média de 38 km/h.

A tecnologia maglev usa uma série de ímãs nos trilhos para levitar e acelerar os vagões do trem. Ela promete reduzir, de 90 para apenas 40 minutos, o tempo de viagem entre Tóquio e Nagoya. O vídeo acima mostra um dos testes da tecnologia, realizado em 2013.

A primeira linha está prevista para ser inaugurada apenas em 2027, custando o equivalente a US$ 61,4 bilhões, ou seis vezes o que gastamos na Copa do Mundo no Brasil. Ela será então expandida para Osaka até 2045.

Enquanto isso, temos também um projeto nacional de trem com levitação magnética: o Maglev-Cobra, desenvolvimento pela Coppe/UFRJ, começa sua fase de testes operacionais em 1º de outubro, nos 200 m entre dois centros tecnológicos da Cidade Universitária, no Rio. O projeto deve estar pronto para a industrialização em 2015, ainda sem previsão de ser implementado.

Crédito da imagem: Maglev/Shutterstock

Fonte: MSN 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Helsinque cria transporte público ‘personalizado’

15/09/2014 - Valor Econômico


Em vez de adotar medidas repressivas como rodízio ou pedágio urbano, Helsinque decidiu esvaziar suas ruas com a criação de um sistema "personalizado" de transporte por ônibus que seja eficiente a ponto de convencer os moradores a abandonar espontaneamente seus carros. Nesse sistema não existem mais linhas com trajetos fixos: por meio de um computador ou celular, o passageiro informa o seu ponto de partida e o de chegada e em poucos minutos é apanhado por um micro-ônibus que adapta a rota de acordo com a demanda.

Chamado de Kutsuplus, o serviço foi implantado na capital finlandesa de maneira experimental em 2012 com três vans e logo passou para dez. Atualmente, o programa ainda opera em pequena escala, com 15 veículos, mas o plano é ir ampliando-o gradualmente até atingir uma frota com entre 5.000 e 8.000 micro-ônibus em 2027, quando então, idealmente, boa parte da população da cidade - hoje ao redor de 600 mil - iria preferir deixar de lado o carro e adotar o transporte público.

Para utilizar o sistema, o passageiro necessita de um computador ou celular - que não precisa nem mesmo ser um smartphone, a viagem pode ser marcada com o envio de um SMS. Após receber o pedido com hora e locais de partida e chegada, o sistema calcula o preço e estimativas da rota e do tempo que a viagem levará. Caso o passageiro aceite a proposta, o pagamento é debitado da sua conta e ele se dirige para o ponto de encontro determinado. Ao embarcar, ele passa ao motorista a senha recebida eletronicamente. Durante a viagem, se o sistema designar algum novo passageiro à van, o motorista é comunicado em seu GPS sobre a alteração no trajeto.

De acordo com uma pesquisa feita em maio, em cerca de um terço das viagens o micro-ônibus pega o passageiro na hora combinada; em aproximadamente 95% dos casos a variação do horário definido não passa de cinco minutos. Segundo as estatísticas, somente em 1,1% das viagens o passageiro chega ao destino com atraso superior a 10 minutos. O preço da passagem é mais caro do que uma viagem de ônibus normal, mas custa cerca de um quarto da tarifa de um táxi - sendo que o tempo gasto é o mesmo e o passageiro ainda conta com conexão wi-fi gratuita.

"Após ser expandido, o Kutsuplus oferecerá uma ferramenta poderosa e economicamente eficiente para a redução do número de deslocamentos privados de carros, graças à simples oferta de uma melhor alternativa para muitos dos atuais motoristas", afirma Kari Rissanen, diretor do programa, mantido pela Autoridade de Transporte Regional de Helsinque (HSL). Ele diz que um dos objetivos da HSL é fazer com o Kutsuplus deixe de ser deficitário. "Por que não, se o táxi tradicional é lucrativo? Por enquanto, o serviço ainda é parcialmente subsidiado, embora o subsídio esteja diminuindo a cada vez que aumentamos o número de veículos."

Em 2012, pela primeira vez em mais de 40 anos, Helsinque registrou um aumento da parcela de utilização do transporte público, que atingiu 43% (com alta de 1 ponto percentual). Segundo Rissanen, a mudança se deve a várias medidas adotadas pela HSL, entre as quais a criação do Kutsuplus, cujo "efeito positivo [no resultado da pesquisa] foi pequeno, mas [...] continuará a crescer".

Tanto Rissanen, como Teemu Sihvola, CEO da Ajelo, a empresa responsável pela tecnologia que permite a operação do serviço, afirmam que o sistema poderia ser implantado em metrópoles como São Paulo. Porém, ressalta Rissanen, "não para substituir outros transportes públicos, mas para complementá-los". Sihvola diz que está negociando com outras cidades para vender os seus softwares. "Infelizmente não posso revelar os nomes das cidades. Vou apenas dizer que o interesse em relação ao Kutsuplus é global."

domingo, 19 de janeiro de 2014

Metrô de Xangai passa a ser o 1º com mais de 500 km

02/01/2014 - BBC Brasil

Esta semana, a cidade de Xangai estabelece um novo recorde: com a abertura das linhas 12 e 16, a metrópole chinesa passa a ter o primeiro sistema de metrô do mundo com comprimento total superior a 500 quilômetros.

Nos próximos anos, serão adicionados mais 230 quilômetros, extensão superior à do metrô de Paris.

Enquanto Xangai atinge esta semana 567 quilômetros de trilhos em operações, Londres tem 400 quilômetros, e Nova York, 337 quilômetros.

Já o metrô de São Paulo, maior rede do Brasil, tem 74 quilômetros.

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