segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

‘TAV peregrino’ vai cortar deserto a 300 km por hora

12/12/2014 - O Estado de S. Paulo

O primeiro trem de alta velocidade da Arábia Saudita, conhecido como 'AVE dos peregrinos', saiu de Barcelona em um navio especial com destino a Jeddah, no Oriente Médio, onde vai iniciar os primeiros testes para operar comercialmente a partir de dezembro de 2016, entre as cidades de Meca e Medina, numa distância de 430 quilômetros.

Os trens devem transportar cerca de 20 mil peregrinos por dia, a uma velocidade de até 300 quilômetros por hora.

O trem embarcado na Espanha tem 13 vagões fabricados pela Talgo, em Madri, e duas locomotivas produzidas na fábrica de Rivabellosa, em Álava.

Os trens viajaram em caminhões especiais até o porto de Barcelona, de onde embarcaram para a Arábia Saudita.

O diretor de produção da Talgo, Roberto Martínez, explicou que o trem conhecido como 'bico de pato' é um Talgo 350, com mais de 30 modificações no projeto original e adaptação para circular no deserto.

As soltas foram reforçadas para impedir a entrada de areia. Também foi necessário reforçar o isolamento térmico e os sistemas de ar condicionado, já que a temperatura média no deserto chega a 55 graus centígrados.

O projeto teve custo estimado de 6,6 bilhões de euros no início do plano, em 2011.

No total serão 35 trens comerciais e um especial denominado trem VIP, de luxo, destinado à família real saudita. O trem real transporta até 60 passageiros, enquanto que as demais composições levam 417.

China atesta própria força por meio do domínio ferroviario

15/12/2014 - Exame

Fábrica de trens na China: raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo ferroviário

Paloma Almoguera, da EFE


Pequim - A China, que possui a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, decidiu explorar seu poder no setor ferroviário através de inúmeros projetos internacionais, que autenticam o país como potência mundial.

Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.

Foi assinado no final do mês passado um contrato milionário entre a China Railway Construction Corp e a Nigéria para construir uma linha ferroviária unindo Lagos, a capital econômica nigeriana, a Calabar - maior contrato feito por uma empresa chinesa no exterior.

No entanto, este megaprojeto foi rapidamente ofuscado em função da divulgação feita por um jornal chinês sobre Pequim estar negociando com a Índia a possibilidade de construir a primeira ferrovia de alta velocidade entre as cidades de Nova Deli e Chennai.

Consolidado como o país com a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, a China também completou há meses uma linha ferroviária em Angola (que comprou 45% de sua produção petrolífera em 2013), e anunciou pouco antes que construirá uma via entre a capital do Quênia, Nairóbi, e Mombaça.

Ao finalizar em 2018 o corredor que substituirá o centenário Lunatic Express, mencionado em clássicos de Hemingway e Kapuscinsky, Pequim planeja estendê-lo a Uganda, Ruanda, Burundi e Sudão do Sul, um projeto que pretende mostrar que o 'sonho Africano' não se limita a um safari em busca de matérias-primas.

Aparentemente Pequim começa a modificar as regras após países africanos denunciarem em algumas ocasiões que a China transferia suas políticas trabalhistas exploratórias, tais como a baixa contratação de mão de obra local.

'Em algumas áreas as normas de trabalho chinesas já alcançaram padrões internacionais, por isso muitas pessoas estão mais dispostas a trabalhar para eles', disse à Agência Efe Eric Joshua, jornalista e produtor de cinema da Zâmbia.

No entanto, o país, que se beneficia destas construções em função do fato de proverem acesso a matérias-primas e agilizarem sua distribuição, permanece enfrentando críticas e receio de alguns países.

Recentemente, o presidente mexicano revogou uma licitação que havia sido concedida ao consórcio estatal chinês CRC para construir o primeiro trem de alta velocidade no país norte-americano em função de suspeitas sobre a transparência da competição.

A polêmica decisão coincidiu com a visita do presidente Enrique Peña Nieto à China por ocasião da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que aconteceu nos dias 10 e 11 de novembro, e representou uma crise diplomática entre México e China.

Enquanto o governo de Xi Jinping faz planos para impulsionar uma dupla 'Rota da Seda', terrestre e marítima, que dê um novo ar às rotas comerciais com a Ásia ocidental e do sul, os projetos chineses na América são percebidos, em algumas circunstâncias, como uma tentativa de fazer frente aos dos Estados Unidos na região Ásia-Pacífico.

Entre projetos colossais, a ideia da China, de unir as costas do Pacífico e do Atlântico através de uma linha ferroviária Peru-Brasil, recebe destaque, recebeu, inclusive, o beneplácito do presidente peruano, Ollana Humala, em sua visita a Pequim pela cúpula da Apec.

Projetos como a linha interoceânica, com a qual a China defende os seus interesses comerciais, diversifica as importações e espera reduzir os custos de transporte.

'Aparentemente o governo do presidente Xi Jinping reforçou a ênfase no desenvolvimento de infraestrutura', disse à Efe Alice Ekman, pesquisadora responsável pela China no Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI).

Alice acrescenta que estas construções 'são um dos eixos da estratégia de internacionalização da China e de suas grandes empresas estatais para diversificar a distribuição de energia'.

Este processo não tem previsão de recuo: um dos planos mais extravagantes de Pequim é construir uma linha de trem submarina sob o estreito de Bering, para unir a Sibéria ao Alasca e também conectar a China aos EUA.

Os dois maiores fabricantes de trens do país (China CNR Corp e CSR Corp), especialistas em trens de alta velocidade, estudam uma fusão, o que criaria um gigante no setor.

'A sabedoria chinesa para construir uma economia mundial aberta cresce a cada dia', se vangloriou recentemente um editorial da agência de notícias 'Xinhua'.

Fonte: Revista Exame 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Projeto propõe linha de trem que ligará os EUA à Europa

14/12/2014 - Via Trolebus

Uma das características mais curiosas do projeto é um gigantesco túnel construído na ligação entre a América e a Ásia, conhecida como Estreito de Bering.

Por Renato Lobo

Um projeto de trem pretende ligar Londres, atravessar todo o território russo, com paradas em Moscou, Tynda, Yakutsk, Uelen, cruzar o Estreito de Bering, parar em Nome, no Alasca, e seguir em direção aos Estados Unidos, cruzando ainda o Canadá.

Sem datas certas para obras e operação, a ferrovia é orçada em 100 bilhões de dólares. Já foram feitas reuniões com representantes da Rússia e dos Estados Unidos para discutir o assunto, e segundo o site Web Urbanist houve convergências para botar nos trilhos o trem entre o Alasca à Sibéria.

Túnel sob o mar

Uma das características mais curiosas do projeto é um gigantesco túnel construído na ligação entre a América e a Ásia, conhecida como Estreito de Bering. Trata-se de 85 km de comprimento, entre o Cabo Dezhnev, o ponto extremo oriental do continente asiático, e o Cabo Príncipe de Gales, o extremo ocidental do continente americano.

A ferrovia proposta pretende ter como objetivo principal o transporte de centenas de milhões de toneladas de carga por ano.

Fonte: Via Trolebus

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Paris vai proibir circulação de veículos na área central da cidade

09/12/2014 - O Globo

Plano antipoluição quer eliminar totalmente a circulação de motores movidos a diesel até 2020
  
Um ciclista aluga uma Velib, do projeto de compart
Ciclista aluga a bike compartilhada Velib
créditos: Balint Porneczi / Bloomberg / 13-3-2014
 
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer banir completamente da cidade os gases emitidos por motores movidos a diesel até 2020. Para isso, ela anunciou, em entrevista ao "Journal du Dimanche" ("JDD") neste fim de semana, que vai proibir a circulação de veículos nos quatros arrondissenments centrais da capital francesa:
 
"Nos quatro distritos centrais de Paris, à exceção de bicicletas, ônibus, táxis, os únicos veículos permitidos serão os de residentes, carros de entregas e de emergência", disse ela ao semanário francês, acrescentando que o plano antipoluição será discutido no Conselho de Paris em 9 de fevereiro.
 
A proibição entrará em vigor inicialmente nos fins de semana, mas rapidamente deverá ser expandida para todos os dias da semana, segundo a prefeita. "Quero agir de forma eficaz, rápida e vigorosa", disse Anne. "Porque a poluição é um tema maior, um grave problema de saúde pública, em particular para as populações mais vulneráveis."
 
Além do problema da poluição, a prefeitura quer aliviar o trânsito na cidade. A área central de Paris engloba uma densidade populacional elevada para os padrões das cidades europeias. Os quatro arrondissenments em questão, que formam uma importante região turística, enfrentam congestionamentos crônicos.
 
Em seu plano para erradicar o diesel das ruas de Paris, a prefeita quer estabelecer eixos de circulação reservados a veículos próprios. "A cartografia do ar de Paris mostra que a poluição de partículas se concentra em torno da periferia e em alguns eixos que criam um efeito chamado de cânios. Esses corredores de poluição só serão autorizados aos veículos de ultra baixa emissão e proibido aos demais. Me refiro à rue de Rivoli, aos Champs-Élysées... Isso será feito inicialmente de forma experimental.
 
INVERTENDO A LÓGICA

A prefeita lembrou que o uso da bicicleta como meio de transporte já está bem assentado na cultura parisiense. Ela acrescentou que o número de quilômetros de ciclovias será dobrado até 2020, por meio de "um plano bastante ambicioso", que custará € 100 milhões ao longo de sua gestão. A ideia é permitir a integração de todas as portas de Paris, "mas também uma grande ligação Norte-Sul e outra Leste-Oeste".
 
"Também quero estimular a bicicleta elétrica, estimulando a compra do Velib. Tecnicamente, é viável. Também vamos desenvolver um projeto de instalação de postos para recarregar carros elétricos", disse a prefeita prometendo assistência financeira também para a criação de garagens para bicicletas.
 
De certo modo, a proposta de Anne Hidalgo inverte uma lógica de planejamento urbano que vigorou nas principais metrópoles do mundo desde o fim do século XIX, com foco nos automóveis. Uma das principais preocupações dos formuladores de política pública para as cidades era o escoamento do tráfego. Assim, a construção de avenidas, bulevares, viadutos, pontes, muitas vezes implicando a demolição de bairros inteiros, se sobrepôs a políticas de habitação e o desenvolvimento sustentável dos bairros.
 
Além da poluição do ar, esse raciocínio estimulou o transporte individual e esgotou as possibilidades de escoamento, gerando engarrafamentos crônicos em várias áreas da cidade. A inversão dessa lógica, por outro lado, coloca em questão a qualidade dos meios de transporte público e formas alternativas, como ciclovias. Não é à toa que mobilidade passou a ser uma das questões centrais das metrópoles neste início de século XXI.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Novos trens farão rota Londres a Paris em menos tempo

05/12/2014 - Panrotas

Diego Verticchio 

As viagens de trem entre Londres e Paris vão ficar mais rápidas no final do próximo ano. A Eurostar anunciou a compra de 17 novos trens na rota, que farão a viagem 15 minutos mais rápidas. O novo modelo E320 alcança até 320 quilômestros por hora e tem capacidade para transportar 894 passageios, 20% a mais do que a capacidade atual.

Mercado ,

Tanto o exterior como o interior dos trens foi projetado pela Pininfarina, responsável pelo design dos automóveis da marca Ferrari. Entre as características dos nvos trens estão: mais espaços entre as poltronas, assentos maiores, ergonômicos e reclináveis, além de maior espaço entre as poltronas. Cada assento terá tomada e entrada USB e, de quebra, internet Wi-Fi gratuita em todos os vagões.

Além das rotas principais, que incluem Paris, Bruxelas e Lille, a Eurostar também atende outros destinos como Genebra e os Alpes franceses e suíços. Em maio do próximo ano, a empresa irá lançar uma novo serviço até Provence, com paradas em Lyon, Avignon e Marselha. Já em 2016, a novidade será o lançamento de uma rota direta para Amsterdã, com paradas na Antuérpia, Roterdã e Schipol. No Brasil, os ingressos da Eurostar podem ser comprados pela Rail Europe.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Obras do metrô de Roma revelam maior depósito hídrico do Império Romano

03/12/2014 - EFE

Um depósito hídrico capaz de armazenar mais de quatro milhões de litros de água, "o maior descoberto até agora" da época do Império Romano, foi encontrado nos trabalhos de escavação para a terceira linha de metrô de Roma, informaram os responsáveis nesta quarta-feira (3).

O depósito foi descoberto no bairro de San Giovanni, no "interior de uma empresa agrícola de Roma Imperial", segundo confirmou a responsável científica pelas escavações arqueológicas na zona, Rossella Rea.

Para Rea, trata-se de um depósito "tão grande que excede o perímetro do lugar", por isso não foi possível "descobri-lo totalmente".

As arqueólogas Francesca Montella e Simona Morretta explicaram que o depósito "podia conservar mais de quatro milhões de litros de água".

"O depósito mede cerca de 35x70 metros e parece provável que sua função principal foi servir como reserva para a água destinada aos cultivos, mas também ser um espaço para fazer frente às inundações do rio próximo", explicaram as arqueólogas.

"As obras da nova estação de metrô permitiram ampliar o campo das investigações arqueológicas, algo que de outra maneira não teria sido possível. É a oportunidade de conhecer a história do território e do ser humano presente nesta zona desde finais do século VII a. C.", disse Rea.

Além disso, a responsável científica pelas escavações arqueológicas afirmou que "as informações históricas que Roma tinha até agora sobre o bairro de San Giovanni eram poucas".

Já no restante da capital foram descobertas "estruturas republicanas e imperiais existentes até finais do século III" que se ocultavam sob terra e que saíram à luz graças a obras e escavações recentes.