segunda-feira, 27 de abril de 2015

No setor aéreo, a hipocrisia voa alto

27/04/2015 - O Estado de S.Paulo

Mercado está repleto de protecionismo, inclusive nos EUA; solução para o problema é o fim dos incentivos

THE ECONOMIST

george frey/reuters

Ajuda. Aéreas americanas, como a Delta, também receberam subsídios

Foi um trabalho formidável de detetive. Investigadores contratados por três grandes companhias aéreas americanas levantaram informações fornecidas a agências reguladoras de todo o mundo por três concorrentes que vêm se expandindo de forma acelerada – Emirates, Etihad e Qatar. Todas as três são estatais de países do Golfo Pérsico. E o resultado do levantamento é o retrato mais detalhado já feito sobre os instrumentos a que os governos desses países recorrem para favorecer suas empresas aéreas.

Segundo as empresas americanas, que na semana passada tornaram públicos os documentos em que baseiam suas alegações, as aéreas de Dubai, Abu Dabi e do Qatar desfrutam de um número sem-fim de benefícios, incluindo ajudas financeiras, "empréstimos" sem juros ou qualquer cronograma de pagamento e serviços prestados a preços abaixo do custo em aeroportos estatais. Ao longo dos últimos dez anos isso representou um auxílio de US$ 42 bilhões.

Delta, American e United Airlines, as companhias que encomendaram a investigação, ficaram escandalizadas – sem brincadeira – ao descobrir que algumas empresas do setor aéreo recebem assistência governamental. Mas, ao apontar os problemas que viram nas concorrentes, chamaram atenção para suas próprias fragilidades. Um outro lobby, representante dos passageiros que viajam a negócios, resgatou um estudo realizado em 1999 pelo serviço de pesquisas do Congresso americano. O documento mostra que, desde o nascimento da aviação comercial no país, em 1918, o governo americano ofereceu todo tipo de auxílio às companhias aéreas, de subsídios diretos à construção de aeroportos e torres de controle, totalizando a fortuna de US$ 155 bilhões.

Grande parte desse pacote de generosidades foi estancado há muito tempo. Mas uma isenção de impostos sobre o combustível para a aviação, que beneficiou a Delta em dezenas de milhões de dólares ao ano, só foi revogada este mês, depois de uma decisão da Assembleia Legislativa do Estado da Geórgia, onde fica a sede da companhia. E se a proibição à formação de sindicatos nos países do Golfo, que mantém baixos os gastos com mão de obra, constitui uma vantagem "artificial", como sustentam as aéreas americanas, o mesmo também não se poderia dizer da lei de falências em vigor nos Estados Unidos, que permitiu a elas se desobrigar do pagamento de pensões e de outros compromissos financeiros?

As três maiores aéreas internacionais dos Estados Unidos têm boas razões para se preocupar: as chamadas "super-conectoras" do Golfo vêm abocanhando participações de mercado das companhias europeias, avançam em mercados africanos cada vez mais atrativos e começam a progressivamente expandir suas malhas de rotas para cidades americanas. Mas há muitas boas razões, além da generosidade de seus acionistas-controladores estatais, que explicam as razões de as super-conectoras se saírem tão bem: a localização vantajosa de suas bases de operação entre a Europa e a Ásia; a qualidade superior de seus serviços e o apelo de seu marketing; e suas frotas de aeronaves novas e eficientes.

Desde 1918, governo dos EUA já ofereceu US$ 155 bilhões em incentivos às empresas aéreas

Essas discussões a respeito de que companhias se beneficiam de quais subsídios são apenas o mais recente capítulo de uma história deprimente. Apesar de todo o discurso sobre "céus abertos", o setor aéreo é e sempre foi marcado por protecionismo e favorecimento, operações de socorro e ajudas financeiras movidas a dinheiro público. No passado eram as ferrovias americanas que se queixavam da concorrência desleal do nascente setor aéreo. Agora são as companhias aéreas do país, ou pelo menos algumas delas, que reclamam da concorrência desleal de suas rivais estrangeiras. E o tempo inteiro, são os interesses dos produtores que ocupam o centro do palco, deixando os interesses dos consumidores e contribuintes em segundo plano.

Em vez de usar as queixas das companhias aéreas como justificativa para adotar mais medidas protecionistas, os Estados Unidos fariam mais por seus cidadãos se eliminassem as restrições à participação acionária de estrangeiros nas áreas do país e liberalizassem de uma vez e por completo a operação de voos domésticos.

Vantagem. Assim como os contribuintes americanos sairiam ganhando se a torneira dos subsídios governamentais fosse fechada, os consumidores americanos também se beneficiariam, mesmo não havendo reciprocidade por parte dos governos do Golfo e de outros países. Se a Etihad, a Ryanair ou qualquer outra empresa quiser operar voos entre Dallas e Los Angeles, não há por que impedi-las de fazer isso. As agências antitruste deveriam obrigar os aeroportos americanos a abrir "slots" e balcões de check-in para a entrada de novos concorrentes no mercado. A mesma lógica vale para a Europa – e também para os países do Golfo.

Os benefícios econômicos da existência de céus verdadeiramente abertos, em lugar dos céus apenas um pouco entreabertos que se tem hoje, mais do que compensariam os eventuais prejuízos causados a uma ou outra empresa aérea em particular. Estudo feito em 2006 por encomenda do setor de viagens revela que uma liberalização integral de apenas 320 dos 2 mil acordos bilaterais de aviação, então identificados, geraria ganhos econômicos do tamanho da contribuição que a economia brasileira deu naquele ano ao crescimento do PIB mundial. Por mais que as aéreas do Golfo sejam tratadas a pão de ló por seus governos, favorecer companhias que não têm condições de competir é uma vitória do protecionismo sobre os passageiros. E isso tem de acabar.

© 2015 THE ECONOMIST NEWSPAPER LIMITED. DIREITOS RESERVADOS. TRADUZIDO POR ALEXANDRE HUBNER, PUBLICADO SOB LICENÇA. O TEXTO ORIGINAL EM INGLÊS ESTÁ EM The Economist - World News, Politics, Economics, Business & Finance

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O trem mais rápido do mundo

22/04/2015 - Valor Econômico

Um trem japonês movido a levitação magnética (conhecida como maglev) bateu ontem o recorde mundial de velocidade em ferrovias. O trem da Central Japan Railway, em fase de testes, atingiu 603 km/h, superando a sua própria marca anterior, de 590 km/h. O recorde de trem convencional é de uma versão para teste do TGV francês, que atingiu 575 km/h. A velocidade foi alcançada num trilho de testes de 42 km de extensão instalado em Yamanashi, a 35 km de Tóquio. A empresa quer colocá-lo em operação até 2027, numa linha que irá de Tóquio a Nagóia e Osaka, com custo previsto de (US$ 46 bilhões). Mas há dúvidas quanto à viabilidade econômica do projeto. Trens maglev levitam sobre o trilho, que difere dos tradicionais. Apesar de a estrutura ser mais cara, avalia-se que os custos de operação e manutenção podem ser menores que os dos trens tradicionais.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Trem japonês Maglev bate recorde mundial de velocidade

17/04/2015 - Agência EFE

Um trem japonês de levitação magnética atingiu nesta quinta-feira 590 km/h em um percurso de provas, o que marca um novo recorde mundial de velocidade para este tipo de veículos, anunciou a companhia ferroviária JR Central.

A empresa japonesa bateu assim a até agora velocidade máxima registrada por um trem com motorista, de 581 km/h, conseguida por outro de seus trens Maglev (magnetic levitation) em dezembro de 2003.

A JR Central estabeleceu este recorde com um novo modelo Maglev em sua linha de testes situada em Yamanashi (centro), segundo explicou em comunicado.

Seu último modelo de Maglev percorreu mais de um milhão de quilômetros em sua atual fase de testes, segundo detalhou a companhia, que prevê abrir em 2027 a primeira linha operada por um trem de levitação magnética neste país.

Esta linha de superalta velocidade ligará as cidades de Tóquio e Nagoia, contará com seis estações e começou a ser construída em outubro do ano passado após receber o sinal verde do Executivo japonês.

O Maglev será capaz de percorrer este trajeto de 286 quilômetros em cerca de 40 minutos, em vez dos 88 atuais que demora o serviço de alta velocidade Shinkansen (trem bala).

Os trens Maglev funcionam através de um sistema de levitação magnética que usa motores lineares instalados perto dos trilhos.

O campo magnético permite que o trem se eleve até 10 centímetros acima dos trilhos, o que elimina o contato e deixa o ar como único elemento de rolamento, favorecendo assim a velocidade.

O projeto terá um custo estimado de 9 trilhões de ienes, segundo a companhia.

Trem japonês Maglev bate recorde mundial de velocidade

17/04/2015 - Agência EFE

Um trem japonês de levitação magnética atingiu nesta quinta-feira 590 km/h em um percurso de provas, o que marca um novo recorde mundial de velocidade para este tipo de veículos, anunciou a companhia ferroviária JR Central.

A empresa japonesa bateu assim a até agora velocidade máxima registrada por um trem com motorista, de 581 km/h, conseguida por outro de seus trens Maglev (magnetic levitation) em dezembro de 2003.

A JR Central estabeleceu este recorde com um novo modelo Maglev em sua linha de testes situada em Yamanashi (centro), segundo explicou em comunicado.

Seu último modelo de Maglev percorreu mais de um milhão de quilômetros em sua atual fase de testes, segundo detalhou a companhia, que prevê abrir em 2027 a primeira linha operada por um trem de levitação magnética neste país.

Esta linha de superalta velocidade ligará as cidades de Tóquio e Nagoia, contará com seis estações e começou a ser construída em outubro do ano passado após receber o sinal verde do Executivo japonês.

O Maglev será capaz de percorrer este trajeto de 286 quilômetros em cerca de 40 minutos, em vez dos 88 atuais que demora o serviço de alta velocidade Shinkansen (trem bala).

Os trens Maglev funcionam através de um sistema de levitação magnética que usa motores lineares instalados perto dos trilhos.

O campo magnético permite que o trem se eleve até 10 centímetros acima dos trilhos, o que elimina o contato e deixa o ar como único elemento de rolamento, favorecendo assim a velocidade.

O projeto terá um custo estimado de 9 trilhões de ienes, segundo a companhia.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Odebrecht vai ampliar aeroporto de Havana

05/04/2015 - O Globo

Nada de compras, grandes restaurantes e lanchonetes, bancos, caixas eletrônicos e todas as comodidades que normalmente se esperam encontrar em um aeroporto. Apesar do crescente fluxo de turistas à capital cubana, o aeroporto internacional José Martí, inaugurado em 1930 em Havana, ainda não se modernizou. No total, são cerca de cinco lojas de suvenires e charutos em cada um dos quatro terminais - em dois deles, há uma grande loja de bebidas que recentemente passou a aceitar cartão de crédito - e uma lanchonete. A rede wi-fi, paga, começou a funcionar há menos de seis meses. A troca de moedas estrangeiras é feita em uma das Cadecas, casas de câmbio do governo, em cada terminal. As filas costumam ser grandes.

Mas parte do cenário pode mudar em pouco tempo, pelo menos no que diz respeito aos serviços. A empreiteira brasileira Odebrecht está à frente das obras de ampliação do aeroporto, com previsão de duração de 30 meses, e avaliadas em US$ 207 milhões - destes, US$ 150 milhões foram financiados pelo BNDES para o governo de Cuba, na modalidade de crédito à exportação. Isso significa, segundo a construtora, que os recursos deverão ser gastos obrigatoriamente no Brasil, com empresas brasileiras que exportarão bens e serviços para a construção das obras em Havana. Os demais aeroportos do país receberão também reparos específicos.

Apesar do alto investimento, no entanto, a Odebrecht não quis conceder uma entrevista sobre as mudanças, nem especificou quais serão as melhorias. Em nota, a empresa se limitou a falar sobre a capacitação local: os 4 mil cubanos que foram treinados para trabalhar na construção do Porto de Mariel - também financiada pela empresa - deverão ser aproveitados para as obras.

"Chegamos ao país para ficar. Não somos investidores, somos prestadores de serviços de engenharia e construção e as oportunidades que surgirem serão estudadas - como essa do aeroporto, para cuja ampliação fomos contratados", diz a empresa em comunicado.

Taxa vai acabar

O pagamento da taxa aeroportuária de 25 CUC (pesos conversíveis, equivalentes a dólares), uma grande dor de cabeça para turistas não avisados, também vai mudar. A Empresa Cubana de Aeroportos e Serviços Aeronáuticos (ECASA) anunciou no mês passado que, a partir de maio, todos os passageiros terão o imposto de saída incluído no preço do bilhete, como é feito na maior parte dos aeroportos internacionais do mundo. A medida, de acordo com um comunicado oficial, busca "agilizar o processo de embarque".

- Não estava ciente da taxa, me falaram sobre ela no último minuto antes de ir para o aeroporto. Eu já não tinha moeda local e como o banco onde se pode sacar dinheiro no centro histórico, em Havana Vieja, já estava fechado, tive que pedir emprestado ao cubano que estava me hospedando. Paguei em dólar - conta um turista americano, que preferiu não se identificar.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Aeroporto mais movimentado do mundo fica nos EUA; veja o ranking

31/03/2015 - G1

Aeroporto de Atlanta recebeu 96,1 milhões de passageiros em 2014.

Dubai foi o principal internacional; não há latino-americanos na lista.

Do G1, em São Paulo

O aeroporto internacional de Atlanta (Hartsfield–Jackson Airport), nos EUA

Com mais de 96 milhões de passageiros circulando no espaço de um ano, o aeroporto de Atlanta, nos Estados Unidos, foi o mais movimentado do mundo de 2014, segundo dados divulgados pela organização Airports Council International (ACI).

A instituição divulgou um ranking com base em informações preliminares de 1.095 aeroportos do mundo. Os números definitivos saem no meio do ano.

Os quatro primeiros lugares de 2014 não mudaram em relação ao ano anterior: além de Atlanta, os outros três são os aeroportos de Pequim, Londres e Tóquio. Não há nenhum latino-americano na llista dos 20 principais.

O maior internacional

O grande destaque do ano foi o aeroporto de Dubai, que foi o principal aeroporto do mundo para conexões internacionais. Cerca de 70 milhões de passageiros de outros países passaram por lá em 2014. Na lista geral, ficou em sexto lugar, passando o de Chicago.

Já o aeroporto que mais cresceu em número de passageiros de 2013 para 2014 foi o de Istambul, que passou da 18ª posição para a 13ª posição no ranking no espaço de um ano.

No mundo todo, o número de passageiros circulando nos aeroportos cresceu 5,1% em um ano, e o de passageiros internacionais, 6%.

No Brasil, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, o mais movimentado do país, recebeu 39,5 milhões de passageiros em 2014, segundo dados da GRU Airport. O número é 10% superior ao registrado em 2013.

Os aeroportos mais movimentados do mundo em 2014

1° – Atlanta (ATL): 96,1 milhões de passageiros

2° – Pequim (PEK): 86,1 milhões

3° – Londres (LHR): 73,4 milhões

4° – Tóquio (HND): 72,8 milhões

5° – Los Angeles (LAX): 70,6 milhões

6° – Dubai (DXB): 70,4 milhões

7° – Chicago (ORD): 69,9 milhões

8° – Paris (CDG): 63,8 milhões

9° – Dallas *DFW): 63,5 milhões

10° – Hong Kong (HKG): 63,1 milhões

quarta-feira, 1 de abril de 2015

China aposta em bonde movido a hidrogênio para criar trânsito mais limpo

01/04/2015 - Canal Tech

O primeiro bonde movido a hidrogênio do mundo ficou pronto este mês em Qingdao, na China. Apesar de ter uma aparência semelhante ao trem bala, a velocidade máxima da locomotiva é de 70 km/h.



Apesar da baixa velocidade, o bonde tem uma enorme vantagem sobre os demais meios de transporte que circulam pela China: ele não produzirá nenhum óxido de nitrogênio e sua única emissão será água. Além disso, ele leva apenas três minutos para ser carregado e viajar até 100 km. Cada veículo tem mais de 60 assentos e pode transportar mais de 380 passageiros.

A tecnologia funciona por meio de células de combustível que utilizam hidrogênio como reagente. As células de combustível já têm sido utilizadas na indústria de automóveis, mas ainda não havia sido muito explorada no setor ferroviário.

Porém, ainda existem alguns problemas na adoção desse tipo de meio de transporte: em toda a extensão da China, são apenas 132 km de trilhos para o bonde, estabelecidos em apenas sete cidades. Ainda assim, a fabricante estatal do veículo, a Qingdao Sifang Co., disse que devem ser investidos US$ 32 bilhões nos próximos cinco anos para aumentar em mais de dez vezes a área de atuação dos bondes movidos a hidrogênio.

Uma das primeiras cidades a adotá-lo foi Foshan, que fica localizada na província de Guangdong. No ano passado, a cidade investiu US$ 72 milhões em um projeto para fabricar os bondes localmente e distribui-los para o restante do país.

Mas o compromisso da cidade com a adoção de energia limpa vai muito além dos novos bondes. Um relatório publicado no Diário Oficial de Foshan disse que a cidade também irá trabalhar com a SAIC Motor, maior montadora da China, para produzir peças para veículos movidos à células de combustível. Um porta-voz da SAIC se recusou a comentar o assunto.

Até agora, a Toyota é a única montadora que possui um carro movido a hidrogênio, o Mirai, com fabricação em larga escala.

Informações: Canal Tech

Brasil participará do novo banco asiático de infraestrutura

27/03/2015 - EFE

O Brasil participará como membro fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII), promovido pelo governo chinês, que pretende promover o desenvolvimento sustentável na Ásia mediante o financiamento de projetos energéticos, de transporte e de telecomunicações. 

A presidente Dilma Rousseff ressaltou que o país tem "todo o interesse" de participar desta iniciativa, informou a presidência em um breve comunicado. 

O BAII contará com um capital inicial de US$ 100 bilhões para iniciar projetos energéticos, de transporte e de telecomunicações no continente mediante a concessão de créditos ou garantias. 

Até o próximo dia 31 de março, os países que solicitarem poderão entrar no banco em qualidade de membros fundadores, o que dará direito de intervir na negociação das normas do banco, ainda a serem fixadas. 

Outros países europeus - Reino Unido, Luxemburgo, Suíça, Alemanha, França e Itália - mostraram interesse em participar da iniciativa, lançada pela China em 2013 e oficialmente no último dia 24, e que já conta com cerca de 30 países.

Fonte: EFE
Publicada em:: 27/03/2015