segunda-feira, 23 de novembro de 2015

China planeja construir trem de alta velocidade até Teerã

21/11/2015 -  Agência EFE

Pequim, 21 nov (EFE)- A China planeja construir um trem de alta velocidade até Teerã que a conecte com a Ásia ocidental através dos países centro-asiáticos, informou neste sábado o jornal oficial "China Daily".

Esta linha, proposta pelo operador ferroviário do país, a Corporação de Ferrovias da China, sairia de Urumqi (no oeste do país) e passaria por Almaty (Cazaquistão), Bishkek (Quirguistão), Thashkent e Samarcanda (Uzbequistão), assim como por Ashgabat (Turcomenistão) até chegar à capital iraniana.

O plano inscreve-se dentro da Nova Rota da Seda, uma iniciativa de Pequim para reforçar a posição da China como potência econômica asiática e a presença internacional de suas empresas.

Se este novo corredor de alta velocidade for construído, unificaria a bitola de ferrovia da China com o dos países da Ásia Central, o que permitiria acelerar a conexão ferroviária do país mais povoado do mundo com o oeste do continente.

A China adotou a bitola internacional (1,435 metro), enquanto nos países de Ásia Central está difundido o uso de bitolas maiores (1,52 metro), o que desacelera o transporte e torna mais competitivos os envios marítimos.

Além disso, esta nova linha abriria uma alternativa para o percurso habitual, pelo norte passando pela Rússia, das ferrovias que vão da China em direção ao oeste, como a que liga a cidade de Yiwu com Madri.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Coreia do Norte mostra seu primeiro ônibus de energia solar

02/11/2015 - Agência EFE


Seul, 2 nov (EFE).- A Coreia do Norte apresentou nesta segunda-feira na televisão estatal o que seria seu primeiro ônibus alimentado com energia solar, como parte da estratégia do país de potencializar as energias renováveis para reduzir sua custosa dependência do petróleo.

A televisão central norte-coreana (++KCTV++) mostrou imagens de um ônibus de aspecto antigo com o teto completamente coberto de painéis solares na cidade de Nampo, cerca de 40 quilômetros ao sudoeste da capital, Pyongyang.

O veículo está equipado com 32 painéis solares de 100 watts, 50 baterias e um motor elétrico de 50 quilos, e é capaz de alcançar uma velocidade de até 40 km/h.

A "KCTV" não explicou, no entanto, se o ônibus funcionará exclusivamente por energia solar ou possui um sistema híbrido.

Em todo caso, trata-se da primeira vez que o regime de Kim Jong-un mostra um veículo com painéis solares.

Nos últimos anos, a energia solar fotovoltaica está despertando um crescente interesse na Coreia do Norte, onde já podem ser vistos painéis em algumas casas e edifícios públicos, e os meios fizeram referência ao apoio do governo a esta fonte de energia.

Pyongyang trata de reduzir sua dependência do petróleo pois tem que importar da China e outros países, o que representa um elevado custo para sua economia de planejamento estatal, caracterizada pela falta de competitividade no mercado internacional.

Além de arrastar uma constante crise desde os anos 90 do século passado, a economia norte-coreana sofre os efeitos das sanções sobre o comércio impostas pelo Conselho de Segurança da ONU como resposta aos múltiplos testes nucleares e de mísseis do militarizado regime.

Mesmo assim, desde que Kim Jong-un chegou ao poder no final de 2011, foram observados progressos tanto em tecnologia como em infraestruturas em todo o país, apesar de persistir o problema da escassez de alimentos que afeta grande parte da população.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

França restringirá amanhã circulação em Paris se poluição continuar alta

02/11/2015 - Agência EFE

Paris, 2 nov (EFE).- A França restringirá amanhã a circulação dos carros em Paris à metade, de acordo com o número da placa, se o pico de poluição registrado desde ontem persistir, informou nesta segunda-feira a ministra de Ecologia, Ségolène Royal.

A ministra fez o anúncio da China, onde acompanha o presidente, François Hollande, em uma visita oficial que tem como principal objetivo preparar a cúpula do clima (COP21) que Paris sediará daqui a um mês, na qual a França espera conseguir um acordo para a redução da emissões de gases poluentes.

O governo atendeu ao pedido feito ontem, domingo, pela prefeita da capital, Anne Hidalgo, e pelo presidente da região, Jean-Paul Huchon, ambos socialistas como a ministra, apesar de ter sido feito solicitando a medida já para hoje.

Royal afirmou que o pedido das autoridades locais tinha chegado tarde para poder ser aplicado hoje, embora tenha se comprometido a colocá-la em prática amanhã se o índice de poluição continuar alto.

A capital amanheceu hoje com o céu encoberto e chuva leve, o que, segundo os especialistas, pode limpar a atmosfera e reduzir os níveis de poluição.

Hidalgo, que no passado se desentendeu com Royal por sua recusa em restringir a entrada de carros em Paris, pediu ontem "medidas imediatas", após ter sido registrado um pico de poluição em um dia ensolarado e com temperaturas altas para a estação.

Em comunicado conjunto com o presidente da região, a prefeita disse que, para hoje, é esperado que as partículas "PM10", procedentes principalmente de calefações e motores, superem o "nível de informação e recomendação", ou seja, os 50 microgramas em suspensão por metros cúbicos.

Além da restrição da metade dos veículos, a prefeita pediu o fechamento das estradas da capital aos caminhões e a redução da velocidade máxima.

A administração também orientou os segmentos mais sensíveis da população, como mulheres grávidas, crianças, idosos e asmáticos, que evitem a atividade física e deslocamentos ao ar livre.

Também pediram aos motoristas que utilizem na medida do possível os meios de transporte públicos, e decretaram a gratuidade dos estacionamentos nas áreas pagas.

O governo já havia restringido o tráfego de veículos em Paris em março, proibindo a circulação de veículo com placas de final par por causa de outro pico de poluição.

A medida foi adotada após outra queda de braço entre Hidalgo e Royal, que naquele momento se comprometeu a aplicar as limitações de circulação mais automaticamente nos casos de elevada poluição atmosférica.

No entanto, a ministra de Ecologia reconheceu que naquele caso o mecanismo não funcionou de forma adequada e assinalou que "está em avaliação".